terça-feira, 30 de agosto de 2011

Em prece a Jesus




Senhor Jesus!
Divino condenado sem culpa!…
Enquanto Te rememoramos o madeiro de ignomínia, 
lança Tua benção sobre nós, os que nos enfileiramos
junto à rebeldia do Mau Ladrão…
Tu que Te confiaste à extrema renúncia
pelos que padeciam na miséria,
não Te esqueças daqueles que ainda estendem
na Terra o sofrimento e a ignorância, a fome e a nudez!
Muitos, ó Eterno Benfeitor, Te rogarão socorro
para os que foram relegados à intempérie,
entretanto, nós sabemos que a Tua presença sublime
aquece todos os que foram abandonados
à noite da provação e, por isso,
rogar-Te-emos abrigo para as mãos
que erguem templos em Tua memória,
esquecendo fora das portas os que soluçam de frio.

Ah! Senhor! quantos Te pedirão pela
ovelha estraçalhada, longe do aprisco!…
Nós, no entanto, não desconhecemos
que o Teu olhar vela, poderoso e vigilante,
ao pé de todos os vencidos, convertendo-lhes a dor
em pão de Tua graça, nos celeiros da eterna vitória!…
Suplicar-Te-emos, assim, abençoes o lobo
que se julga triunfante.
Mestre da Cruz, compadece-Te, pois, de todos nós,
os que Te buscamos com a oração do arrependimento, crucificados ainda no madeiro de nossa crueldade,
algemados ao cárcere de nossos próprios crimes
 garroteados pelas recordações dolorosas
que nos entenebrecem a consciência!
Ampara-nos, Senhor, a nós,
os que abusamos da inteligência,
os que exploramos as viúvas e os órfãos,
os que deliberadamente fugimos
ao amor que nos ensinaste!…
Excelso Benfeitor, estende sobre nós Teu olhar compassivo,
Tu, Senhor, que, enquanto recebias as manifestações
de solidariedade e, apesar das mulheres piedosas
de Jerusalém, pensavas em como haverias de converter
a fraqueza de Pedro em resistência,
e como haverias de levantar o espírito de Judas, nosso irmão!…
Ó Senhor, compadece-Te, ainda,
das cruzes que talhamos,
das aflições criadas por nós mesmos
e lança do lenho que não merecias,
o Teu olhar de perdão sobre as nossas dores,
para que sejamos, ainda, hoje como ontem,
aliviados por Tuas sublimes palavras:
– “Perdoa-lhes, meu Pai, porque, efetivamente,
não sabem o que fazem”.


Pelo Espírito Cerinto
Do livro: À Luz da Oração
Médium: Francisco Cândido Xavier.





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