sábado, 5 de novembro de 2011

A Paz no Mundo


A paz no mundo começa dentro de mim, 
Quando me aceito, de corpo e alma,
E reconheço meus defeitos, com paciência e calma,
E em vez de me fragmentar em mil pedaços,
Eu me coloco inteiro no que penso, sinto e faço,
Passageiro no tempo e no espaço,
Sem nada para levar que possa me prender,
Sem medo de errar
E com muita vontade de aprender.


A paz no mundo começa entre nós,
Quando eu aceito o teu modo de ser. 
Sem me opor ou resistir
E reconheço tuas virtudes 
Sem te invejar ou me retrair 
E faço das nossas diferenças 
A base de nossa convivência. 
E, em lugar de te dividir em mil personagens,
consigo ver-te inteiro, nu, real, 
Sem nenhuma maquilagem, 
Companheiros da mesma viagem 
No processo de aprendizagem do que é ser gente.


A paz no mundo começa
Quando as palavras se calam 
E os gestos se multiplicam, 
Quando se reprime a vergonha 
E se expressa a ternura, 
Quando se repudia a doença e se enaltece a cura
Quando se combate a normalidade 
que virou loucura 
E se estimula o desejo de melhorar a humanidade,
De construir uma outra sociedade, 
Com base numa outra relação...


  


Uma relação em que amar é a regra, 
E não mais a exceção.



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