sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A tolerância





Muitas de nossas aflições e preocupações são frutos de nossa própria intolerância. Criamos, diariamente, uma série de problemas por não termos a acuidade necessária em tolerar faltas insignificantes na ordem das coisas; palpites sobre religiões, política, futebol etc..., e o resultado são querelas, disputas e inimizades quando o desfecho não é pior.

Bem escreveu Bini que “a humana sabedoria consiste em tolerar”, e Gould, que “a tolerância é a mãe da paz”. Já La Fontaine, autor de famosas fábulas, definiu bem o valor da tolerância quando disse: “Quando um não quer, dois não brigam”.

O famoso Voltaire, que foi o mais renitente lutador contra a intolerância, concluiu com este magnífico trecho o seu célebre “Tratado da Tolerância”: “A ti, Deus de todas as criaturas, de todos os mundos, de todas as épocas, dirijo esta petição. Não nos deste coração para que nos odiemos uns aos outros; nem mãos para nos exterminarmos reciprocamente.

“Faze com que as diferenças insignificantes nas roupas com que protegemos o corpo frágil, nas línguas impróprias que falamos, nos nossos usos absurdos, nas nossas leis imperfeitas, nas nossas convicções vãs, que todas essas distinções sem importância, que se afiguram tão importantes e são despidas de significação aos teus olhos, não se tornem penhores de ódio e perseguição. Faze com que os homens aprendam a abominar e a proscrever a tirania sobre as almas, como abominam e reputam fora da lei o furto e a violência. E se não puder evitar a guerra, faze, pelo menos que não nos detestemos e laceremos uns aos outros em plena paz, mas que possamos empregar a existência, em mil idiomas e um único a sentir, de Sião à Califórnia, em louvor a tua bondade que nos outorgam o momento efêmero a que chamamos vida”.

Extraído de
Antologia Popular Espírita


Ajude o blog com sua doação! Clique no botão abaixo para doar qualquer quantia.













LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...