domingo, 6 de maio de 2012

Relações banalizadas




No mundo moderno as comunicações operam-se com grande rapidez e eficiência.

Internet, televisão e cinema constituem instrumentos de difusão de informações e modos de vida.

Graças a eles se tem notícia do quão liberais estão os costumes.

Valores tradicionais são colocados em xeque.

A educação baseada na proibição dá mostras de periclitar.

Os jovens exercitam a sexualidade cada vez mais cedo.

Tabus caem e nada mais parece errado.

Segundo uma concepção que se generaliza, o importante é ser feliz.

Essa felicidade é identificada com a realização de sonhos e a obtenção de prazeres.

Entretanto, a vivência dessa nova cultura não parece proporcionar paz e plenitude.

Problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, se alastram.

A troca constante de parceiros traz vazio e insatisfação.

Uma série de relações sem profundidade em nada contribui para o amadurecimento afetivo.

A ausência de compromisso sério torna banais os relacionamentos.

Em clima de banalidade, é impossível surgir uma afeição genuína e profunda.

A qualquer sinal de dificuldade, o rompimento surge como uma opção simples e fácil.

Pessoas tornam-se descartáveis nas vidas umas das outras.

A procura da felicidade torna-se um processo de infantilização.

Ao invés de serem identificados e resolvidos os problemas de uma relação, foge-se deles.

É como se os seres humanos se assemelhassem a eletrodomésticos.

Quando surgem problemas, um é facilmente substituído por outro.

Trata-se de uma triste característica que se incorpora na personalidade.

Gradualmente, optar pela solução mais fácil torna-se uma segunda natureza.

Ocorre que a solução mais fácil nem sempre é a mais honrosa.

Em questões morais, raramente agir com correção é fácil.

Caso se opte sempre pela facilidade, corre-se o risco de perder completamente as referências éticas.

De leviandade em leviandade, o homem se converte em um monstro egoísta e imoral.

As dores e os problemas dos outros deixam de ter qualquer importância.

O relevante é não se incomodar e seguir despreocupado.

Entretanto, ação gera reação.

Quem se permite desprezar, ferir e seguir adiante, gradualmente se vê isolado.

Contudo, a dor destina-se a desenvolver a sensibilidade e não poupa ninguém.

Todo mundo, mais cedo ou mais tarde, experimenta dificuldades e necessita de apoio.

Em épocas difíceis, de dor e desolação, um ombro amigo é um tesouro de inestimável valor.

Ciente disso, não se negue a apoiar quem precisa de você.

Não banalize suas relações e nem imagine que as pessoas são descartáveis.

Não tenha como meta de vida a despreocupação.

Descubra a ventura de estabelecer vínculos afetivos sólidos e profundos.

Permita-se partilhar os problemas dos outros.

Converta-se em alguém solidário e disposto a colaborar.

Quando surgirem problemas em uma relação, resolva-os, como adulto que é.

Talvez sua vida se torne um pouco menos despreocupada.

Mas ela ganhará em plenitude e maturidade.

O exercício da solidariedade e da compaixão o fará um ser humano melhor.

E, com certeza, ser digno e bom lhe proporcionará paz e alegria.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
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