terça-feira, 22 de maio de 2012

S.O.S.



A existência terrestre é comparada ao firmamento que nem sempre surge perfeitamente anilado.

Dias sobrevêm nos quais as nuvens da prova se entrechocam de improviso, estabelecendo o aguaceiro das lágrimas.

Raios de angústia varrem o céu da esperança...

Granizos de sofrimento apedrejam os sonhos...

Rajadas de calúnia açoitam a alma...

Enxurrada carreando maledicência invade o caminho anunciando subversão...

Multiplicam-se os problemas, traçando os testes do destino em que se nos verificará o aproveitamento dos valores que o mundo nos oferece.

Entretanto, a facilitação de cada problema solicita três atitudes essencialmente distintas, tendendo ao mesmo fim:

Silêncio diante do caos,
Oração à frente do desafio,
Serviço perante o mal.

Se a tentação aparece entenebrecendo a estrada, recorramos à oração.

Se a ofensa nos injuria, refugiemos no serviço.

Toda perturbação pode ser limitada pelo silêncio, até que se lhe extinga o núcleo de sombra.

Toda impropriedade mental desaparece se lhe antepomos a luz da oração.

Todo desequilíbrio engenhado pelas forças das trevas é suscetível de se regenerar pela energia benéfica do serviço.

O trânsito da vida possui também sinalização peculiar:

Silêncio - previne contra o perigo.
Oração - prepara a passagem livre.
Serviço - garante a marcha correta.

Em qualquer obstáculo, valer-se desse trio de paz, discernimento e realização é assegurar a própria felicidade.

S.O.S. é hoje o sinal de todas as nações para configurar as súplicas de socorro e, na esfera de todas as criaturas, existe outro S.O.S., irmanando Silêncio, Oração e Serviço, como sendo a síntese de todas as respostas.

"Sol nas Almas"
cap. 47, CEC
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