sábado, 6 de abril de 2013

A caridade


Eu sou a caridade.
Sim, a verdadeira caridade.
Não me pareço em nada com a caridade da qual seguis as práticas.

Aquela que usurpou o meu nome, entre vós, é fantasiosa, caprichosa, exclusiva, orgulhosa, e venho vos prevenir contra os defeitos que esqueceram, aos olhos de Deus, o mérito e o brilho das suas boas ações.

Sede dóceis às lições que o Espírito de Verdade vos faz dar por minha voz.
Segui-me, meus fiéis:
Eu sou a caridade.
Segui-me;

Conheço todos os infortúnios, todas as dores, todos os sofrimentos, todas as aflições que assediam a humanidade.

Eu sou a mãe dos órfãos, a filha dos velhos, a protetora e o sustento das viúvas.
Eu trato das feridas infectas.
Eu cuido de todas as enfermidades.
Eu dou as vestes, o pão e um abrigo àqueles que não os têm.
Eu subo aos mais miseráveis sótãos, na humilde choupana.
Bato à porta dos ricos e dos poderosos, porque, por toda a parte onde vive uma criatura humana, há sob a máscara da felicidade amargas e cruciantes dores.

Oh! Como a minha tarefa é grande!
Não posso bastar para cumprir a caridade se não vierdes em minha ajuda.
Vinde a mim.
Eu sou a caridade.

Eu não tenho preferência por ninguém.
Não digo jamais àqueles que têm necessidade de mim:
“Tenho meus pobres, dirigi vos para outra parte”.

Oh! Falsa caridade, quanto mal fazes!

Amigos, nos devemos a todos;
Crede-me!
Não recuseis a vossa assistência a ninguém.

Socorrei-vos uns aos outros com bastante desinteresse para não exigir nenhum reconhecimento da parte daqueles que tiverdes socorrido.
A paz do coração e da consciência é a doce recompensa das minhas obras:
Eu sou a verdadeira caridade.
Ninguém conhece, sobre a terra, o número e a natureza dos meus benefícios.

Só a falsa caridade fere e humilha aquele que ela alivia.
Guardai-vos desse funesto desvio.
As ações desse gênero não têm nenhum mérito junto a Deus, e atraem sobre vós a sua cólera.
Só Ele deve saber e conhecer os impulsos generosos dos vossos corações, quando vos fazeis os dispensadores dos seus benefícios.

Guardai-vos, pois, amigos, de dar publicidade à prática da assistência mútua.
Não mais lhe deis o nome da esmola.
Crede em mim.
Eu sou a caridade.

Tenho tantos infortúnios a aliviar que, frequentemente, tenho os seios e as mãos vazias.
Venho vos dizer que espero por vós.

O Espiritismo tem por divisa Amor e Caridade, e todos os verdadeiros espíritas virão, no futuro, a se ajustar a este sublime preceito pregado pelo Cristo, há dezoito séculos.
Segui-me, pois, irmãos, e vos conduzirei no reino de Deus, Nosso Pai.

fonte:
http://blog.forumespirita.net/
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