domingo, 6 de outubro de 2013

Sinais de alarme




E a família, como vai?

Você já deve ter ouvido essa pergunta e talvez tenha dado aquela resposta automática: Tudo bem, sem compromisso com a verdade.

No entanto, gostaríamos que refletisse um pouco antes de responder.

Fazendo uma avaliação superficial é possível ter a impressão de que está tudo bem, pois é mais fácil admitir isso do que constatar o contrário e ter que tomar providências sérias.

Como a base de sustentação do lar é o casal, vamos voltar sobre ele a nossa atenção, por alguns instantes.

A rotina diária muitas vezes nos arrasta tão depressa que nem nos damos conta de que algo não está bem, e vamos deixando para pensar nisso depois. E o depois nunca chega.

Infelizmente, muitos casais só se dão conta disso quando um dos dois pede o divórcio ou simplesmente abandona a família.

Para aqueles que desejam, sinceramente, levar adiante o bendito compromisso do casamento, há alguns sinais de alarme que podem informar a situação de dificuldade, antes que a união conjugal se desfaça:

silêncios injustificáveis quando os esposos estão juntos;

tédio inexplicável ante a presença do companheiro ou da companheira;

ira disfarçada quando o marido ou a esposa emite uma opinião;

saturação dos temas habituais tratados em casa, e fuga para leituras intermináveis de jornais ou inacabáveis novelas de televisão;

irritação gratuita sempre que se aproxima do lar;

desinteresse pelos problemas do outro;

falta de intercâmbio de opiniões, de diálogo constante;

atritos repetidos que desencadeiam discussões irritadiças, capazes de provocar agressões desta ou daquela maneira.

Esses e outros tantos sinais de alarme indicam que a relação está enferma e precisa de socorro urgente.

Portanto, antes que as dificuldades abram abismos intransponíveis e os espinhos da incompreensão produzam feridas de difícil cicatrização, é justo assumir atitudes nobres e tomar providências para sanar os males.

Assumir a honestidade, que manda abrir o coração um para o outro e permite corrigir as deficiências e reorganizar o campo da afeição.

É natural que surjam desacertos mas, ao invés da indiferença ou da separação, busquemos o reajustamento.

Não permitir que o cansaço, a acomodação, a apatia acabem destruindo os laços do afeto, necessários à manutenção do lar.

Um pouco de compreensão, tolerância, renúncia e amizade são antídotos eficazes para um matrimônio enfermo.

É importante considerar que a pessoa que escolhemos, para formar conosco um lar, é alguém que precisa da nossa ajuda, do nosso ombro amigo, do nosso mais puro afeto.

É preciso, tantas vezes, deixar o egoísmo de lado, o orgulho, o tolo ciúme, e pensar na felicidade real da família, para que possamos sentir que, de fato, a nossa família vai bem...


Para que o casamento dê certo não é preciso que o esposo e esposa olhem em demasia um para o outro, a fim de perceber e apontar defeitos e dificuldades.

Mas é necessário que ambos olhem na mesma direção e mantenham acesa a chama do mesmo ideal. O ideal de construir um mundo melhor a partir da própria família.

Redação do Momento Espírita
cap. 35 do livro Sol de esperança, por Espíritos diversos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

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