domingo, 24 de novembro de 2013

Eu próprio sou a boa sorte



(...) quando alguém conhece a felicidade interior do coração,
todas as coisas contribuem para a caminhada.
Poderíamos aproveitar o pensamento de um Viajante sábio e dizer:
"A partir de agora eu não peço mais por boa sorte.
Eu próprio sou a boa sorte!"
                                                                             John Garrigues
Por que será que o “estreito e antigo caminho, que aponta para longas distâncias” parece ser, tantas vezes, um caminho de sofrimento? Será que enquanto caminhamos não podemos ter com mais intensidade aquele contentamento sentido pelo viajante aventureiro que avança pelo seu caminho, libertado de toda posse ou propriedade?

Ou será que caminhamos sobrecarregados, arrastando conosco coisas desnecessárias? Nós já tivemos o cuidado de fazer uma seleção cuidadosa daquilo que necessitamos durante a viagem, e de eliminar o peso inútil?

“Poucos avançam pelo caminho sem reclamar”. Quando olhamos o peso que é levado pela maioria de nós, percebemos que estamos causando as nossas próprias dificuldades, porque procuramos o que é imortal enquanto nos apegamos ao que é passageiro e transitório. Isso é tão impossível como estar ao mesmo tempo cheio de medo e cheio de coragem; ou como olhar para o eterno do ponto de vista do que é passageiro.

Nós pensamos que a serenidade está no final do caminho e que ela é uma meta. Na verdade ela está apenas um passo à nossa frente.  

Para aquele que viaja com um coração cheio de problemas, há algo de doloroso na glória do pôr-do-sol. O bosque escuro que o vento movimenta acima dele reforça e prolonga os seus suspiros; não há paz no movimento das folhas. Mas quando alguém conhece a felicidade interior do coração, todas as coisas contribuem para a caminhada. Poderíamos aproveitar o pensamento de um Viajante sábio e dizer:

“A partir de agora eu não peço mais por boa sorte. Eu próprio sou a boa sorte!”

As velhas recompensas já não são oferecidas. A busca das novas recompensas torna necessária uma luta muito maior. Apesar disso, podemos lembrar que a felicidade de estar a caminho é sempre nossa - se a aceitarmos.

É nosso o contentamento de saber que caminhamos para a frente, de perceber que somos parte essencial do glorioso esquema da evolução do universo, e que fazemos parte do Caminho, da Verdade e da Luz.

[Do texto “O Caminho, a Verdade e a Luz”, de John Garrigues, disponível em www.FilosofiaEsoterica.com]

fonte:
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