sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Sentimento, ideia e ação




Adulterar significa tisnar, viciar, mentir...

E nenhuma falta dessa espécie é mais lamentável que aquela de nossa deserção diante das Leis de Deus.

Não podemos olvidar, por isso, que toda negação do bem começa em nosso íntimo, transformando-se logo após, em ideia, para exteriorizar-se, em seguida, no campo da ação.

Desse modo, podemos atender à justa auto-crítica, analisando as nossas tendências ocultas e retificando os próprios hábitos, compreendendo que os nossos sentimentos fecundam, em nosso prejuízo, os resultados que nos caracterizam a marcha.

É assim que temos a preguiça sustentando a ignorância e a ignorância nutrindo a miséria...

A malícia gerando a crueldade e a crueldade formando o crime...

A suspeita criando a maledicência e a maledicência armando a calúnia...

A disciplina criando o trabalho e o trabalho presidindo o progresso...

A bondade plasmando a cooperação e a cooperação construindo a beneficência...

O amor inspirando a renúncia e a renúncia garantindo a felicidade...

Não te esqueças, dessa forma, de que em ti mesmo se levanta o cárcere de sofrimento a que te aprisionas ou se ergue o ninho de bênçãos em que te preparas à frente de glorioso porvir.

Não basta te convertas em censor de consciências alheias para que o reequilíbrio do mundo se faça, vitorioso. É indispensável a nossa própria defesa contra o assalto das trevas, consoante o ensinamento da Revelação Divina, que recomenda vigiarmos o coração por situar-se nele o manancial das forças de nossa vida.

Emmanuel/Chico Xavier

fonte:
http://www.espiritbook.com.br/


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