quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ainda não!



Se o Mestre Jesus estivesse aqui, isso não teria acontecido!

Marta e sua irmã, Maria, estavam desconsoladas. Já tinham-se passado 4 dias desde o funeral de Lázaro, irmão delas. O túmulo fechado. Os despojos cheiravam mal.

"O seu irmão vai ressuscitar" – disse Jesus ao encontrar Marta.

"Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia" – replica Marta.

Diz, então, Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?"

E Jesus trouxe Lázaro, redivivo, para fora do túmulo.

Se a nossa pouca fé tem dificuldade de crer até mesmo nos fatos narrados por esta passagem, o que dizer da possibilidade de sermos NÓS a pessoa que um dia trará um ente querido para fora do sepulcro?

Impossível?

Nessa meditação, Emmanuel analisa a nossa boa intenção de sermos capazes de reter a fé “do tamanho de um grão de mostarda”, conforme anunciado por Jesus, e nos tornarmos capazes de produzir grandes prodígios.

Uma longa caminhada, sem dúvida!

Sonhas trajar-te de esplendor e esparzir sobre os homens os dons infinitos da bondade celeste.” - conjectura Emmanuel.

Porém, “ai de nós!”. Gravemente imperfeitos, endividados com a Terra, tateando ainda em nossa própria sombra. Realmente, é um longo caminho à percorrer!

Mas é uma caminhada que começa agora!

Não consigo ainda conter uma tempestade sobre o mar revolto. Mas posso reduzir a tempestade que vibra no coração de um companheiro em sofrimento.

Não dá ainda para psicofonar os grandes mentores da Humanidade, as grandes verdades e revelações das Grandes Consciências. Mas posso alfabetizar o mundo de alguém.

Não posso ainda transmutar água em vinho ou multiplicar peixes e pães. Mas posso produzir sopa no prato vazio de quem vive o abandono.

Não tenho ainda como curar, num comando de voz, o olho cego, a carne necrosada ou o membro deformado. Mas posso levar remédio para a ferida aberta e levar esperança para o coração choroso.

Não disponho ainda da envergadura moral para conter obsessores apenas ordenando ou para desfazer laços obsessivos e envenenados. Mas posso amar e orar pelo irmão desorientado, perdido no limite da loucura, estando ele na carne ou fora dela.

Reflete nos Mensageiros Divinos, respeita-lhes a missão e roga-lhes apoio, na caminhada, mas não tentes obter de improviso as responsabilidades que lhes pesam nos ombros.” - orienta-nos Emmanuel.

Posso não ser hoje uma heroica personalidade da História Humana, mas posso hoje me esforçar heroicamente pela alegria, saúde e evolução das pessoas próximas a mim.

Não devemos querer substituir o Sol. Antes, devemos fazer bem cada dever que nos foi confiado. Sem cansaço … sem desestímulo… fazendo nosso melhor!

O verme, infinitamente distante do pensamento que te coroa, é o servo esquecido que aduba a terra, para que a terra te forneça o pão.” (Emmanuel)

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina - Chico Xavier/Emmanuel (FEB).

Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec, capítulo 68 - Ante os Espíritos Puros, 1a Parte - Cap. VIII – Item. 14

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