quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Confiar na vida e em si mesmo


Saber Em Que Confiar é Uma Função do Discernimento

Viver é um ato de confiança. Confiar é saber que a vida prossegue infinitamente, e que ela avança de modo vitorioso, distribuindo dádivas e retribuindo a ações conforme o que é plantado no plano individual e no plano coletivo, nos vários níveis e aspectos da vida. A colheita de algo pode ser postergada, mas ela virá a seu tempo e com os devidos acréscimos.

O ato de confiar na vida, nos outros e em si mesmo não é algo que possa ser forçado. A confiança deve ser um processo realista e uma ação natural. Quando trilhamos um caminho correto, podemos ter confiança sem necessidade de garantias externas.

Sabendo onde pisamos e conhecendo em primeira mão e por nós mesmos o fato de que caminhamos em solo firme, temos consciência de que a tendência geral dos acontecimentos é positiva. Isso é mais do que suficiente. Não necessitamos saber de antemão os detalhes da vitória. Basta saber que caminhamos para ela de modo real e realista, numa estratégia de longo prazo que inclui mais de uma encarnação.

Quando ocorre uma colheita que não corresponde ao que foi plantado, isso também será corrigido, a seu devido tempo. A lei do carma é a lei da harmonização constante. Ela é uma lei de resgate cíclico daquilo que é justo e bom, ainda que, talvez, o que é correto tenha ficado momentaneamente esquecido. Com frequência a justiça é feita de uma maneira renovadora e impossível de prever.

O carma positivo necessita de uma Oportunidade para que possa emergir no mundo visível. Ele pode ficar algum tempo num plano potencial e implícito. Mas um dia surge uma ocasião propícia e o bom carma é ativado e colocado em movimento. Por isso não necessitamos preocupar-nos. Confiando na Lei e no trabalho, fazendo o melhor que podemos, temos todas as condições e motivos para viver de modo interiormente seguro e confiante.

Confiar é ter felicidade, e não confiar é ser infeliz. Confiar é incondicional. Confiar não é o mesmo que ter expectativas, porque expectativas produzem medo.

Confiar é saber que a vida é regida pela Boa Lei Universal. Uma grande fonte de confiança está em ter conhecimento real de um fato muito simples: o fato de que TENTAR O MELHOR é tudo o que se espera daquele que trilha o caminho do Bem.

A felicidade é expansiva. Ela mostra a unidade entre todos os seres. O bem-estar da alma é contagioso. Ele se espalha através da fraternidade e da ajuda mútua. Ele faz melhorar a saúde, provoca justiça social, coloca em funcionamento a preservação do meio ambiente, cura todos os males e faz com que se tenha a impressão de que o intenso sofrimento do passado, na verdade, jamais existiu.

Confiar não é sinônimo de ser ingênuo. E desconfiar não é sinônimo de ser “esperto”. Saber confiar, e saber em que confiar, é uma função do Discernimento.

Confiar é a capacidade de ter fé naquilo que se faz, e para isso é necessário fazer aquilo em que se tem fé. Quando desenvolvemos a coragem e a determinação necessárias para fazer aquilo em que confiamos - que sabemos ser verdadeiro - então cada passo e cada tentativa já são vitórias em si mesmos. Mas se ainda não há certeza, o caminho deve ser testado.

O estudante de teosofia deve confiar, pois, sabendo em que confia, e por que razão. Assim ele irradia a seu redor a energia da coragem com discernimento e da determinação com mente aberta.

Carlos Cardoso Aveline

O texto acima foi publicado pela primeira vez sem indicação de nome de autor na edição de novembro de 2010 de “O Teosofista”.

Fonte:
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