sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O tempo e a piedade



O meu celular disparou o alarme:
estudo do Evangelho em 2 minutos!

Mal terminei de ler o texto sobre a benção do tempo no esquecimento das faltas passadas, já estou no estudo em grupo meditando sobre o patrimônio da Piedade.

É verdade!

Todos nós já erramos, seja conscientemente ou imersos na ignorância.

E, mais cedo ou mais tarde, descobrimos, num grande banho de lágrimas, o tamanho real de nossos débitos.

"Surge-lhes o arrependimento, no âmago do ser, em lágrimas jubilosas, quais se fossem prisioneiros repentinamente libertos." – descreve Emmanuel.

E a piedade alheia vem em socorro de nosso resgate.

Olhares amigos, sorrisos afáveis, palavras de incentivo no novo caminho escolhido.

Surge então um momento de delicada escolha:

Percebemos a imensa sombra que carregamos, que rouba nossa dignidade quais pássaros mutilados. E precisamos nos perceber prontos para retornar aos antigos ninhos de serviço e amor para nossa renovação.

Quantos, nessa hora, se deixam paralisar pela vitimização e pela falta de autoperdão?

Não há, porém, outro caminho.

Retornar é preciso, mesmo fora da carne, encarando as velhas novas paisagens, as facilidades que se foram e os corações queridos que já não nos afagam mais.

"Ainda assim, é necessário lutar na conquista do recomeço." – afirma Emmanuel.

E iniciamos nosso retorno quais "anjos", protetores espirituais de quem prejudicamos.

Ontem, abusamos do povo no uso do poder transitório.

Hoje, ajudando como podemos aos desprovidos de tudo, sofremos com a rotina dos miseráveis na busca da manutenção de cada dia.

Ontem, avarentos, tivemos riquezas incontáveis, salões suntuosos e conforto ilimitado.

Hoje, caminhamos com os mendigos que buscam a caridade e sofremos quando os orgulhosos negam até mesmo as sobras das mesas fartas.

Ontem, usamos a arte para caluniar e escandalizar.

Hoje, retornando aos antigos lares, examinamos em sofrimento a corrosão mental e o entorpecimento que nós provocamos em quem nos admirava.

Ontem, fomos pais e mães imersos na displicência e na desumanidade.

Hoje, acompanhando nossos herdeiros, observamos e sofremos enquanto eles sorvem e distribuem os cálices de viciação e crueldade que nós mesmos ajudamos a encher.

Ontem, fomos malfeitores e delinquentes.

Hoje, em oração, caminhamos com as vítimas do martírio criminal diário e apiedamo-nos em lágrimas de toda essa grande trama, carente de caridade e paz uns com os outros.

Sofremos anotando o sofrimento... construindo a lição da piedade em nosso coração.

Isso basta para nossa remissão? NÃO !

"Depois do aprendizado, é preciso retomar o campo de ação, renascer e ressarcir, progredir e aprimorar, solvendo débito por débito perante a Lei." – observa Emmanuel.

Reencarnar é preciso!

E se hoje já somos conscientes dessa verdade, saibamos valorizar esta preciosa bolsa de trabalho e estudo, com imensas chances de quitação, que é a existência na Terra.

"Assim pois, seja qual seja a provação que te assinala o caminho, sofre, amando, e agradece a Deus.”   (Emmanuel)

Capítulos do Livro Justiça Divina - Chico Xavier/Emmanuel (FEB)
Estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec
Meditação sobre o capítulo 37 - Aprender e Refazer
CI – 1a Parte - Cap. IX – Item 21

Fonte:
http://estudandocomchicoxavier.wordpress.com/
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