sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Momento de Avaliação



No encerramento de cada exercício é inevitável a estruturação de um balanço, em relação aos investimentos estabelecidos. Receita e despesa, confrontados, resultam no saldo que caracteriza o acerto ou a incapacidade do administrador. Ocorrências imprevisíveis, sucessos, fracassos, alta e queda de valores respondem pelo resultado da empresa ao fecharem-se as contas.

No que diz respeito à economia moral, é imprescindível fazer-se uma avaliação das conquistas realizadas durante a ocorrência de cada período, para bem avaliar-se de como se vai e de como programar-se a etapa nova. Os minutos sucedem-se, gerando as horas. Os dias passam, estabelecendo meses. Os anos se acumulam e as estruturas do tempo se alteram.

Quem conhece Jesus é convidado a investir, nos divinos cofres do amor, as moedas que a sabedoria lhe faculta em forma de maior iluminação, pela renúncia, caridade, perdão e esperança. De tempos em tempos, impostergavelmente, torna-se necessário um cotejo do que foi feito em relação ao programado, para medir-se o comportamento durante o trânsito dos compromissos.

Façamos hoje, no encerramento da experiência, uma avaliação-balanço. Constatada a presença de equívocos, disponhamo-nos a corrigi-los. Identificados os êxitos, preparemo-nos para multiplicá-los. Logrados os sucessos, apliquemo-los em favor do bem geral. Detectados os fracassos e sofrimentos, abençoemos a dor e a dificuldade que nos devem constituir impulso e estímulo para o prosseguimento.

Tenhamos, no entanto, a coragem de uma avaliação honesta, sem desculpas, sem excesso de intransigência. Espíritos em processo lapidador, ainda nos não libertamos dos resíduos que impedem que se reflitam em nosso íntimo o brilho do amor de Jesus. Não obstante, triturados pela bigorna e o peso dos testemunhos, deixemos se manifeste a divina presença em forma dor consoladora e equilibrante.

Uma avaliação sensata nos fará descobrir onde e por que nos equivocamos, como e para que nos podermos reabilitar, avançando com segurança no rumo do objetivo final.

Hora de balanço é hora séria.

Proponhamo-nos à pausa da reflexão com a coragem de nos despirmos perante a consciência, como se a desencarnação nos houvesse surpreendido e nos não fosse possível omitir, abafar ou fugir à responsabilidade que adquirimos perante a vida, face à dádiva da reencarnação.

Experiência que passa, enseja lição que permanece.

E, de aprendizado em aprendizado, o relógio da eternidade nos propiciará o crescimento no rumo de Deus e na aquisição da virtude da paz.

Joanna de Ângelis
do livro: "Alegria de Viver"
Divaldo Pereira Franco
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