sexta-feira, 17 de julho de 2015

Diante da Multidão



E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte...
                           (Mateus, 5:1)
O procedimento dos homens cultos para com o povo experimentará elevação crescente à medida que o Evangelho se estenda nos corações.

Infelizmente, até agora, raramente a multidão tem encontrado, por parte das grandes personalidades humanas, o tratamento a que faz jus.

Muitos sobem ao monte da autoridade e da fortuna, da inteligência e do poder, mas simplesmente para humilhá-­la ou esquecê­-la depois.

Sacerdotes inúmeros enriquecem­-se de saber e buscam subjugá­-la a seu talante.

Políticos astuciosos exploram­-lhe as paixões em proveito próprio.

Tiranos disfarçados em condutores envenenam­-lhe a alma e arrojam­-na ao despenhadeiro da destruição, à maneira dos algozes de rebanho que apartam as reses para o matadouro.

Juízes menos preparados para a dignidade das funções que exercem, confundem-­lhe o raciocínio.

Administradores menos escrupulosos arregimentam-­lhe as expressões numéricas para a criação de efeitos contrários ao progresso.

Em todos os tempos, vemos o trabalho dos legítimos missionários do bem prejudicado pela ignorância que estabelece perturbações e espantalhos para a massa popular.

Entretanto, para a comunidade dos aprendizes do Evangelho, em qualquer clima da fé, o padrão de Jesus brilha soberano.

Vendo a multidão, o Mestre sobe a um monte e começa a ensinar...

É imprescindível empenhar as nossas energias a serviço da educação.

Ajudemos o povo a pensar, a crescer e a aprimorar­-se.

Auxiliar a todos para que todos se beneficiem e se elevem, tanto quanto nós desejamos melhoria e prosperidade para nós mesmos, constitui para nós a felicidade real e indiscutível.

Ao leste e ao oeste, ao norte e ao sul da nossa individualidade, movimentam­-se milhares de criaturas, em posição inferior à nossa.

Estendamos os braços, alonguemos o coração e irradiemos entendimento, fraternidade e simpatia, ajudando-­as sem condições.

Quando o  cristão pronuncia as sagradas palavras "Pai Nosso", está reconhecendo não somente a Paternidade de Deus, mas aceitando também por sua família a Humanidade inteira.

Emmanuel
do livro: "FONTE VIVA"
Francisco Cândido Xavier







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