terça-feira, 6 de setembro de 2011

Leis Espirituais, Cósmicas e Universais



LEIS DO UNIVERSO

As 21 Leis do Universo

Um pouco de metafísica. Algumas das Leis mais importantes do Universo...

1- Lei da Atração:

Aquilo que focas a tua atenção atrais. Sejam coisas positivas ou negativas. Exemplo: se fores amoroso atrais amor e experiências de amor.

2- Lei da Resistência:

Aquilo que resistes e receias atrais uma vez mais. Assim se assegura que a pessoa se livre dos seus medos lidando com eles.

3- Lei da Reflexão:

Aquilo que aprecias, receias ou desgostas nos outros tens em ti, e vice-versa. A pessoa apenas projeta no outro a parte de si que não torna consciente. Aquilo que resistes em ti, receias nos outros. Alguns ramos da Psicologia atual lidam com esta lei.

4- Lei da Manifestação:

Tudo se inicia com um pensamento, uma ideia. Quanto mais forte, mais repetitivo é este, mais depressa e imediatamente se manifesta. O poder criativo ilimitado que temos pode ser trabalhado e assim a pessoa subir acima das suas limitações.

5- Lei do Livre Arbítrio:

Em última análise, somos nós que criamos totalmente os nossos destinos. Apesar de haver destino, é dada a liberdade à pessoa de agir perante os eventos como quiser. Assim, desenvolvendo consciência elevada, desapego às coisas e aos resultados e às expectativas e cultivando ações positivas, elimina-se consequências desfavoráveis e perspectivas menos positivas.

6- Lei da Consequência:

Tudo surge de algo original anterior, cada evento, cada pensamento causa uma consequência (positiva ou negativa ao nosso julgamento). Assim, executar atos negativos atrai atos negativos e atos positivos atrai de futuro atos positivos. Exemplo: se roubares acabarás por ser roubado em algo porque causaste uma desestabilização da harmonia do sistema universo. De maneira que um dia nos cansamos dos atos negativos, acabamos mais tarde por eliminar estes por nos surgirem consecutiva e repetidamente (seja como indivíduos ou como espécie humana). A Lei decorre eternamente até a transcendermos.

7- Lei da Harmonia:

Deriva da anterior, porque no universo tudo tenta atingir o equilíbrio e a harmonia. Veja-se o caso do Planeta Terra e da Natureza!

8- Lei da Sabedoria e Conhecimento:

A sabedoria elimina as consequências negativas na vida. Exemplo: ao aprendermos a lidar com sensatez sobre as diversas coisas da vida com amor, consciência e dedicação, podemos ultrapassar a dor (e sorrir...)

9- Lei do Retorno e da Dádiva:

Um pouco similar às anteriores, aquilo que dás acabas por receber mais. Se dou mais amor e devoção de mim aos outros, mais receberei em retorno.

10-Lei da Evolução e Propósito:

A evolução do Universo e da vida não acontece ao acaso. Existe um propósito e tudo é orquestrado de um modo espantosamente inteligente. 

A evolução é no sentido da Consciência, do poder criativo e de manifestação. A evolução é no sentido do Amor.

11- Lei da Energia:

Como afirmam os físicos e em especial os físicos quânticos, tudo no universo é energia. E toda energia é vibração. É apenas diferença em vibração que faz diferir cada coisa e cada ser. No Universo, a energia não se cria, não se perde, apenas se transforma. Isso aplica-se a tudo, inclusive à consciência. As diferenças na vibração fazem mudar as propriedades das coisas de forma que parecem diferentes à nossa percepção. Deste modo e evidentemente, há coisas que não são observáveis pela nossa percepção mas, claro, continuam a existir (exemplo: UVs, eletricidade...) Deste modo, formas de ser e objetos podem não ser manifestadamente visíveis mas mesmo assim existentes! Ou não são visíveis mas são "sentíveis".

Mais harmonia faz, de acordo com a lei anterior, propulsionarmos a patamares de evolução mais elevados por simples naturalidade do universo.

12- Lei do Desapego:

É na resistência que está a causa de todos os nosso sofrimentos. Só porque resistimos com apego aquilo que já não funciona ou não é suposto possuirmos (na verdade não é suposto possuirmos nada). A aceitação das coisas, e nomeadamente da mutabilidade das coisas, dá-nos paz por sabermos que nada possuímos e tudo "desaparece" pois lentamente transforma-se. Cultivando esta atenção podemos ser mais facilmente felizes.

13- Lei da Gratitude:

Quanto mais dás, mais recebes. O quanto mais dás, mais receberás (seja do que for e em que for)

14- Lei da Associação (da Exponencionalidade):

Simples- quando dois se juntam com o mesmo propósito ou intenção, a força é duplamente mais eficaz. Quando milhares se juntam, a força é enorme. Podemos criar satisfação global para todos deste modo.

15- Lei do Amor Incondicional:

A expressão do amor incondicional proporciona mais harmonia. Passo a explicar. Amor incondicional é aquele que dás sem pedir ou esperar nada em troca. Visto que assim é livre de medos, mais espaço para amor crias e mais facilidade de expressão de amor incondicional fica estabelecida. 

16- Lei da Afinidade:

Não me vou atrever a explicar, só digo que explica o sexo!
(tudo na vida não acontece por mero acaso, há afinidades que explicam propósitos e consequências ou o reverso, bem, não importa a ordem, perceberam não perceberam?)

17- Lei da Abundância:

Nós criamos a realidade que queremos. Ou melhor... Nós vemos a realidade que queremos. Mas a realidade que este universo é um universo de abundância. Veja-se a sua imensidão! Veja-se a quantidade de recursos que a Terra nos dá. Veja-se o quão pouco realmente necessitamos! Todos os seres humanos contém em si tudo e todo o potencial para fazer das suas vidas um paraíso ilimitado e de grande felicidade. No entanto, a generalidade da espécie humana escolhe ver um planeta de escassez e assim cria a sua ilusória realidade. Exemplo: o planeta Terra contém 1,260,000,000,000,000,000,000 litros de água e 1,873,420,000,000 tonelada de biomassa em solo firme. Exemplo2: é muito simples plantar cenouras ou criar galinhas e as cenouras crescem à custa de 99% de água e ar.

18- Lei da Ordem Universal:

Nada acontece por acaso. Tudo tem um propósito. Tudo serve outra coisa qualquer. A vida é funcional, adaptável e sustentável. Qualquer falta de balanço neste sistema apenas causa o sistema a tentar adaptar-se a ficar funcional e sustentável de novo. Não existem erros nem acasos. Todas as lições são aprendidas e o propósito da evolução é seguido.

Como Agostinho da Silva disse: a tua maior liberdade está em escolheres seguir alegremente o teu destino, cumprindo-te.

19- Lei da Unidade:

É apenas por simples ilusão humana que parecemos separados ou as nossas consciências (e existências) parecem separadas.

20- Lei do Compromisso:

Devido à lei anterior, uma forma de consciência só consegue ser realmente livre e totalmente realizada em felicidade quando conseguir libertar e dar essa felicidade a todos os outros seres. Por virtude da lei do Propósito, parece-me que a energia do universo quer andar sempre no sentido do Amor e tal acontecerá mais tarde ou mais cedo na história do universo.

21- Lei da Eternidade:

Na realidade não existe tempo. Basta usar um relógio e ver os ponteiros. Sim, os ponteiros movem-se mas também o sol se move, também os meus dedos se movem. E também o tempo se move.


As 7 Leis Espirituais:

Domingo: A Lei da Potencialidade Pura

… Entrar em contato com o campo da Potencialidade Pura, reservando um momento do dia para ficar em silêncio, para apenas ser. Ficar sozinho em meditação silenciosa pelo menos duas vezes por dia, aproximadamente 30 min pela manhã e 30 min à noite.

… Reservar um período do dia para comungar a natureza e observar em silêncio a inteligência que há em todas as coisas vivas. Ficar em silêncio e assistir o pôr-do-sol, ouvir o ruído do oceano ou de um rio, ou até simplesmente sentir o perfume de uma flor. No êxtase do silêncio e em comunhão com a natureza, desfrutar a pulsação vital das eras, o campo da Potencialidade Pura e da Criatividade Ilimitada.

… Praticar o não-julgamento:"hoje não julgarei nada que aconteça" e durante todo o dia lembrar de não fazer julgamentos.

Segunda-feira: A Lei da Doação 

… Presentear a todos com quem mantemos contatos, em todos os momentos e lugares que formos (cumprimentos, flores, orações etc.). Estará assim desencadeando o processo de circulação de energia, de alegria, de riquezas, de abundância, na sua vida e na dos outros.

… Receber agradecido as dádivas que a vida nos oferece (a luz do sol, o canto dos pássaros, as flores, a neve do inverno etc.), estar aberto para receber dos outros, seja um presente material, seja dinheiro, um cumprimento, uma oração.

… Assumir o compromisso de manter a riqueza circulando, dando e recebendo os bens mais preciosos: carinho, afeição, apreço, amor. Desejar, em silêncio, felicidade e muita alegria toda vez que encontrar alguém.

Terça-feira: A Lei do Carma ou de Causa e Efeito

… Observar e trazer para a percepção consciente as escolhas que fazemos a todo momento. Ter bem claro que a melhor maneira de se preparar para todos os momentos do futuro é estar plenamente consciente do presente.

… Diante da escolha, pergunte: "quais serão as consequências desta escolha?", "esta escolha trará satisfação e felicidade a mim e aos outros que serão afetados por ela?".

… Pergunte ao seu coração e perceba a mensagem enviada por ele, através das sensações de conforto e desconforto; diante disso você saberá realizar uma escolha correta espontânea, para si e para os outros.

Quarta-feira: A Lei do Mínimo Esforço

… Praticar a Aceitação, dizendo: "hoje aceitarei pessoas, situações, circunstâncias, todos os fatos como eles se manifestarem". Saber que o momento é como deve ser. Dizer a si mesmo: "minha aceitação será total e completa; verei as coisas como elas são e não como eu gostaria que fossem".

… Assumir a Responsabilidade pelas situações e por fatos que considere problemáticos; isso inclui não culpar a ninguém ou a alguma coisa. Todo problema traz em si uma oportunidade para transformá-lo em algo de imenso benefício.

… Assentar a percepção na Indefensibilidade, desistir da necessidade de defender seus pontos de vista e de convencer os outros a aceitá-los; permanecer aberto a todos os pontos de vista e não se prender a nenhum deles.

Quinta-feira: A Lei da Intenção e do Desejo

… Fazer uma lista de todos os seus desejos. Carregar esta lista para todos os lugares. Olhar para ela antes de mergulhar no silêncio e meditação. Olhar antes de adormecer à noite. Olhar quando acordar pela manhã.

… Liberar a lista de seus desejos e soltar no ventre da criação. Se as coisas não saírem como deseja, há uma razão no plano cósmico para isso.

… Lembrar de praticar a consciência do momento presente em todas as ações. Não permitir que os obstáculos consumam e dissipem a qualidade da atenção no momento presente. Aceitando o presente como ele é, o futuro se manifestará nas intenções e desejos mais caros e profundos. 

Sexta-feira: A Lei do Distanciamento

… Comprometer-se hoje com o distanciamento. Dar a si próprio e aos outros a liberdade de ser o que é. Evitar a imposição rígida de suas idéias de como as coisas devem ser. Não forçar soluções de problemas, criando, assim, outros. Participar de tudo, mas com envolvimento distanciado.

… Transformar a incerteza em um ingrediente essencial da própria experiência. Na disponibilidade para aceitar a incerteza, as soluções emergirão espontaneamente do próprio problema, da própria confusão, da desordem, do caos. Quanto mais incertas forem as coisas, mais seguro deverá se sentir, porque a incerteza é o caminho da Liberdade. Através da Sabedoria da Incerteza encontrará segurança.

… Entrar no campo de todas as possibilidade e antecipar a excitação que pode ocorrer quando se está aberto a uma infinidade de escolhas. Quando entrar no campo de todas as possibilidades, experimentará toda a diversão, toda a magia, todo o mistério, toda a aventura da vida.

Sábado: A Lei do Darma ou o Propósito da Vida 

… Nutrir amavelmente a divindade que hoje habita em você, no fundo de sua alma. Prestar atenção ao espírito que anima seu corpo e sua mente. Despertar desse profundo sono dentro de seu coração. Carregar consigo a consciência da atemporalidade, do ser eterno, em todas as experiências limitadas pelo tempo.

… Fazer uma lista de seus talentos únicos. Depois, outra lista das coisas que adora fazer quando esta expressando esses talentos. Diga então: "quando eu os expresso e os ponho em serviço da humanidade, perco a noção do tempo e crio a abundância em minha vida, bem como na vida dos outros."

… Perguntar a si mesmo diariamente: "como eu posso servir?" e "como posso ajudar?" As respostas a essas perguntas permitirão ajudar e servir a seus semelhantes com amor.


Autor: Deepak Chopra - “As Sete Leis Espirituais do Sucesso”

As 7 leis cósmicas de Hermes Trismegistos: 

Lei do Mentalismo:

O universo é mental. Nós existimos na mente do todo. Aquela parte de nós que é divina faz o mundo e tudo que há nele.

"O todo é a mente; O universo é mental"

Lei da Correspondência:

Nós existimos em todos os planos, tanto astral quanto físico. Especialmente planos independentes do físico.

"Assim como é em cima, é embaixo. Como é embaixo, assim é em cima."

Lei da Vibração:

Tudo está em movimento e vibra no seu próprio ritmo.

"Nada para; Tudo se move; Tudo vibra"

Lei da Polaridade:

Todas as coisas são duais, tudo contém o seu oposto. 

"Tudo é dual; Tudo tem seu par oposto; Gostar e não gostar são a mesma coisa; Os opostos são idênticos por natureza, mas diferentes em níveis; Os extremos se encontram"

Lei do Ritmo:

Todas as coisas são, de alguma forma, circulares, espirais, cíclicas, e com o objetivo de funcionar da melhor maneira você deve se adaptar a viver em harmonia com os ritmos naturais. 

"Tudo flui; Tudo sobe e desce; O balanço do pêndulo manifesta-se em todas as coisas. A forma como se balança para a direita é a forma como se balança para a esquerda"

Lei do Gênero:

A lei da polaridade aplicada. Tudo possui componentes e energias do masculino e do feminino e manifesta-se em todos os planos.

"O gênero está em tudo; Tudo tem um princípio masculino e feminino" 

Lei de Causa e Efeito:

Não existe coincidências, nada acontece por acaso. Tudo é cíclico. Para cada efeito há uma causa, e toda causa gera um efeito em algo ou alguém.

"Toda causa tem seu efeito; Todo efeito tem sua causa; Tudo acontece de acordo com a lei"

AS LEIS DO UNIVERSO QUE COMPÕEM
“O GRANDE SEGREDO”

1ª Lei da Vibração

Energia é vibração!
O que é vibração?
Vibração é "Vai e vem", "Ir e vir" -  ir é dar; vir é receber.

Essa lei se expressa na realidade humana caracterizada no Dar e Receber, no ser Útil e ser Valorizado. Dar e ser Útil são "Ir", Receber e ser Valorizado é "Vir".

Por isso, quando uma pessoa não se sente útil, também não se sente satisfeita, mesmo que receba muito, como ocorre na superproteção. Pela mesma razão, quem só se doa e não se sente valorizado, caminha para o esgotamento, a estafa, o "stress”. Ninguém consegue sobreviver sem ser valorizado. Participar, colaborar e ser útil ao grupo em que se insere é fundamental, é vital.

2ª Lei da Evolução

O universo encontra-se em marcha contínua para frente. O mais importante aqui e agora é compreender que estamos integrados à contínua evolução universal.

Existimos para crescer, evoluir, progredir e aperfeiçoar-nos. Não podemos parar. Quem para Morre.

A Lei Cósmica da Evolução Contínua é infinitamente mais forte que a nossa fragilidade de elemento cósmico. A crise surge quando nos acomodamos.

A felicidade estática de permanente desfrutar não existe. A felicidade somente será encontrada num processo evolutivo, como realização e satisfação daquele que se vê crescendo. A evolução cósmica processa-se em todos os níveis, todos os sentidos, e todos os elementos.

3ª Lei da Direção

A lei da "direção" como lei cósmica é uma só; da matéria à energia, do mundo físico ao mental.

No mundo físico é a Lei da Dinâmica, em sua manifestação mais "pura". Um elemento não pode deslocar-se em direções diferentes ao mesmo tempo.

Ex.: quem está em São Paulo (capital), não poderá deslocar-se no mesmo instante para o Rio, Campinas ou Santos, pois, são direções diferentes. Por isso, a lei da direção no sentido psíquico, se expressa da seguinte forma: Só podemos atingir um alvo de cada vez. E como é possível fazer rápido progresso, se só podemos programar um objetivo de cada vez?

A lei determina um objetivo de cada vez, mas não fala de dimensão (tamanho) desse objetivo.

4ª Lei da Harmonia

No micro e no macrocosmo existe uma harmonia de forças, de movimentos, de ritmos, de equilíbrio de energias; harmonia é a unidade na variedade.

O universo é um todo em harmoniosa evolução; os elementos que quebram essa harmonia cósmica destroem-se. A lei da harmonia, no sentido mental ou psíquico é "Um por todos e todos por um". Todo objetivo programado precisa ter em vista o seu bem pessoal (felicidade) e o de todas as pessoas envolvidas. O egoísta é sempre infeliz, ainda que queira aparentar Felicidade, porque o egoísta quer viver sozinho, quer afastar-se da harmonia do todo.

5ª Lei do Impulso

É A mesma lei que fez o físico grego Arquimedes exclamar: "Dêem-me um impulso e um apoio e levantarei o mundo".

Todo movimento está fundamentado num impulso inicial.

A alavanca existe na medida em que há um apoio. Você só pode erguer o pé direito para dar um passo na medida em que o pé esquerdo encontre apoio no chão ou em qualquer superfície resistente. A segurança dos movimentos depende da segurança do apoio.

A lei do impulso encontra seu equivalente no mundo mental ou psíquico, na lei da gratidão.

Quando agradecemos, reconhecemos que conseguimos algo, e sempre que há motivo para agradecer, há o reconhecimento de que existiu um apoio.

Quanto mais agradecemos, mais segurança adquirimos, e percebemos mais e mais a infinidade de apoios que nos são proporcionados para nossa caminhada em direção à realização plena que habita em nosso ser, em nossa essência humana. A lei do impulso, a lei da gratidão, passa a desenvolver a segurança, a coragem, a confiança.

6ª Lei da Não-Resistência

A lei da não-resistência é também uma aplicação da lei da dinâmica. Quanto menor a resistência do atrito, por mais tempo se mantém um corpo em movimento.

É para reduzir a resistência do atrito entre o eixo e a roda de um veículo que se usa lubrificante.

No mundo psíquico, a lei da não-resistência encontra seu correspondente na lei do perdão.

A raiva, o ódio, o ressentimento equivalem ao atrito.

A raiva e o ódio não levam a resultado nenhum, mas quem sofre de raiva é mais prejudicado do que aquele que é o alvo. Mais sofre quem odeia do que o alvo do ódio.

"Odeio o pecado, mas amo o pecador". Nesta frase, Santo Agostinho coloca, aqui, num extremo o pecado, isto é, o ato negativo, o ato de violência, e de outro o pecador.

7ª Lei da Atração

Na realidade, é a própria lei da criação expressa de outra forma. Ou dito de outro modo. É uma lei derivada da lei da criação. Os semelhantes "se atraem". Que semelhantes?

- O que está na mente (subconsciente) e o que está na realidade exterior, prática ou existencial.

Assim, quem tem programado em seu subconsciente que a vida é difícil, vai atrair dificuldades para sua vida. Outra forma de manifestação dessa lei é você cultivar pensamentos positivos na dificuldade, terá a tendência de atrair pensamentos positivos.

Se você for uma pessoa otimista, atrairá pensamentos positivos. O negativismo atrai o negativo dos resultados materiais, sentimentais e espirituais.

Para onde estiverem voltados, mente e coração atrairão o que lá existe.

8ª Lei da Afirmação

A repetição contínua de uma ideia desenvolve pensamentos, imaginação, até criar a convicção da Fé.

A Fé a que se refere esta Lei é totalmente ecumênica: não tem nada com religião, mas sim com a certeza.

9ª Lei dos Opostos

Entre o Bem e o Mal, o Positivo e o Negativo, há uma relação de complemento e não de negação. "O problema não existe". Existem obstáculos e dificuldades colocados em nosso caminho como desafio, que nos provocam ou nos chamam ao crescimento, ao desenvolvimento, a efetivação da lei da evolução. Nós temos a mania de vestir as dificuldades e obstáculos como o "fantasma" do problema.

O mal é desafio para a caminhada em direção ao aprofundamento na compreensão e a valorização da alegria. É a dor que nos permite experimentar a maior profundidade sensorial do prazer, somente o sofrimento nos permite dimensionar o valor e a grandeza da felicidade.

10ª Lei do Equilíbrio

A lei do equilíbrio, no mundo físico, encontra seu similar no principio da balança.

Uma pessoa passa a ser negativista e perder o equilíbrio entre o positivo e o negativo quando, em sua mente, fazem-se presentes mais as imagens negativas; com essas imagens, tudo passa a dar "errado" na vida. A decadência de um povo ou de uma nação inicia-se quando mais de 50% + 1 das pessoas estão negativas. Enquanto houver um núcleo positivo ainda há esperança, a salvação é possível. A força positiva, a energia vital positiva é muito mais forte que a negativa.

11ª Lei do AMOR PRÓPRIO

É Lei que nos mostra o ensinamento do Mestre: “AMA A TEU DEUS E A TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO”, mas quem é o próximo mais próximo que está próximo de nós?

Somos nós mesmos, portanto, devemos nos amar até o amor transbordar e, assim, envolver tudo e todos em nossa volta. Esta lei é comparada com a maior de todas as leis: CRIAÇÃO.

12ª Lei da COMPREENSÃO

Em primeiro lugar devemos compreender a nos mesmos: se observarmos a palavra compreensão, vamos notar duas vogais E juntas; isto é como no verbo: a primeira pessoa sou EU, a terceira é ELE; portanto, primeiro eu me compreendo para depois buscar compreender meu semelhante. Compreensão encontra seu equivalente na lei do PERDÃO.

13ª Lei do POLICIAMENTO

Devemos policiar palavras, pensamentos, sentimentos, ações e emoções. O que sai de nossa boca não volta.

Com uma PALAVRA enaltecemos ou destruímos uma pessoa; por isso, devemos policiar tudo que dissermos.

PENSAMENTOS: todos os pensamentos se transformam em imaginação, e a imaginação materializa-se.

SENTIMENTOS: como seres bipolares, passamos parte de nosso tempo oscilando entre o positivo e o negativo; policiar os sentimentos é ficarmos o máximo de tempo na frequência mental alfa.

AÇÕES: a forma como agimos faz toda a diferença em nossa vida, e como queremos viver? Nossa escolha faz toda diferença.

EMOÇÕES é muito importante colocarmos a certeza positiva em tudo, não só nas emoções, mas em todas as nossas escolhas. Esta Lei encontra seu equivalente no ORAI E VIGIAI.

14ª Lei do DESEJO

Especificar de modo claro tudo o que queremos (desejamos). Todo desejo deve ter princípio, meio e fim, deve haver coerência, bom senso.

EXEMPLOS: 

1º - Se queremos comprar uma casa, devemos desejar que a nossa família tenha saúde, caso contrario gastaremos o dinheiro com hospitais, médicos e remédios.

2º - Que nossa casa seja um pólo irradiador de energia positiva, para que todos que nela entrarem possam sentir-se em harmonia.

3º - Que tenhamos vizinhos simpáticos e cordiais.

15ª Lei da OUSADIA

É preciso ter muito mais coragem para viver do que para morrer. Ousado é aquele que faz tudo o que for melhor em seu favor com determinação e persistência, aguardando o tempo que for necessário, sem jamais desistir de suas metas e seus objetivos.

A ousadia encontra o seu equivalente na coragem.

16ª Lei da CERTEZA

A certeza é o mesmo que a fé. Colocar a certeza em tudo não basta: é preciso colocar a certeza positiva. Portanto, a certeza encontra seu equivalente na Fé inabalável.

A Fé remove montanhas.

17ª Lei do SILÊNCIO

Devemos calar para tudo o que for a nosso favor. O silêncio nos protege da maledicência e da inveja. Ex: Se um filho diz a sua mãe que vai comprar uma moto, a mãe pode mostrar alegria, mas no fundo de seu coração está guardado o medo de que seu filho sofra um acidente. Como há uma ligação de cordão umbilical entre mãe e filho, mas também em muitos casos há ligação Espiritual, a energia da mãe se sobrepõe à energia do filho, acabando por influenciá-lo ao ponto do mesmo sofrer um acidente grave ou mesmo fatal.

Esta Lei encontra equivalência na Lei de Atração.

18ª Lei da CAPACITÂNCIA

A capacitância está ligada à capacidade do campo áurico individual e a tela do pensamento. A energia cósmica sabe que tem capacidade: antes, ela é a própria capacidade. Porém na aura, ela se encontra condicionada pelo espaço-tempo e também pelo livre-arbítrio.

Imaginemos o espaço ocupado pela aura em torno da matéria, este espaço é ocupado pelos demais corpos, mas o circulo dourado os condiciona, pois ele circunda a aura, sendo a sua proteção. Dentro deste espaço o homem tem em si a parcela da energia cósmica com a qual ele trabalha.

A existência humana corre no presente, mas na aura corre na linha evolutiva, indo ao passado ou ao futuro. A energia, que é a aura, enquanto não acionada pelo consciente, mantém a característica eletrostática, é a energia potencial em repouso pronta para ser usada. (Aí temos a nossa capacitância).

19ª Lei da RESISTIVIDADE

A resistividade é a capacidade de usar bem, de uma forma sensata e equilibrada, todo o potencial energético que forma a nossa capacitância.

Nos sistemas eletrônicos, o resistor é uma peça componente do circuito integrado de um transformador. Ele está programado para oferecer uma determinada resistência a um fluxo de corrente diminuindo-lhe a voltagem. Nos inúmeros sistemas, a resistência obedece a um padrão fixo. A fonte geradora aciona a corrente que chega ao transformador com uma determinada carga.

No sistema integrado mental, não existe uma peça programada para opor resistência ao fluxo de energia. O mecanismo funciona movido pela 13º Lei: POLICIAMENTO.

Em relação à resistividade, na área humana essa lei comporta dois conceitos: RESISTIVIDADE - BLOQUEIO,  RESISTIVIDADE – FORÇA.

20º Lei da INDUTÂNCIA

A INDUTÂNCIA, que no terreno psicobiofísico, é um resultado obtido pela conjugação do uso energético das duas Leis que a antecedem. No campo da eletrônica está ligada ao Magnetismo, exatamente como acontece no processo mental. A Lei mental, ligada à Indutância, é a Lei da certeza, que aciona a energia potencial da aura, magnetizando-a, fazendo-a assumir a sua verdadeira característica que é ser dinâmica.

LEIS MORAIS DA DOUTRINA ESPÍRITA 
(Leis de Deus)

As Leis Morais, de acordo com a Doutrina Espírita, são um conjunto de leis divinas que regem a dimensão moral do Ser. Estes ensinamentos fazem parte dos fundamentos da Doutrina Espírita, pois estão expressos na primeira das obras básicas do espiritismo, publicada em 1857 sob o título de O Livro dos Espíritos.

Lei Divina

Segundo a Doutrina Espírita, a lei divina (ou lei natural) abrange as leis físicas e as leis morais. As leis físicas são as leis do mundo natural material. São objeto de estudo e compreensão das várias ciências existentes, como a Física, Química, Biologia, Astronomia, etc.. As leis morais são concernentes ao Homem em si mesmo e em suas relações com Deus e com seus semelhantes.

A lei divina é eterna, imutável (como o próprio Deus), perfeita, igual para todos, inscrita na consciência dos homens e revelada em todos os tempos (de acordo com a capacidade e compreensão dos homens).

Divisão das Leis Morais

As leis morais foram divididas em dez partes, como os Dez Mandamentos de Moisés. Entretanto, essa divisão não tem nada de absoluta. É apenas uma forma de classificação abrangente às circunstâncias da vida:

01. Lei de Adoração: Reunidos pela comunhão dos pensamentos e dos sentimentos, mais força têm os homens para atrair a si os bons Espíritos. O mesmo se dá quando se reúnem para adorar a Deus. Não creias, todavia, que menos valiosa seja a adoração particular, pois que cada um pode adorar a Deus pensando Nele.

02. Lei do Trabalho: Por trabalho não se deve entender apenas as ocupações materiais; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.

03. Lei de Reprodução

04. Lei de Conservação: A lei de conservação obriga o homem a prover as necessidades do corpo. Sem força e saúde impossível é o trabalho.

05. Lei de Destruição: Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos.

As criaturas são instrumentos de que Deus se serve para chegar aos fins que objetiva. Para se alimentarem, os seres vivos reciprocamente se destroem, destruição esta que obedece a um duplo fim: manutenção do equilíbrio na reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e utilização dos despojos do invólucro exterior que sofre a destruição. Esse invólucro é simples acessório e não a parte essencial do ser pensante. A parte essencial é o princípio inteligente, que não se pode destruir e se elabora nas metamorfoses diversas por que passa.

06. Lei de Sociedade

07. Lei do Progresso

08. Lei de Igualdade

09. Lei de Liberdade: Determinismo e livre-arbítrio coexistem na vida, entrosando-se na estrada dos destinos, para a elevação e redenção dos homens. [Emmanuel - 1940]

A questão do livre-arbítrio se pode resumir assim:
  • O homem não é fatalmente levado ao mal;
  • os atos que pratica não foram previamente determinados;
  • os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino.
Ele pode, por prova e por expiação, escolher uma existência em que seja arrastado ao crime, quer pelo meio onde se ache colocado, quer pelas circunstâncias que sobrevenham, mas será sempre livre de agir ou não agir. Assim, o livre-arbítrio existe para ele, quando no estado de Espírito, ao fazer a escolha da existência e das provas, e como encarnado, na faculdade de ceder ou de resistir aos arrastamentos a que todos nos temos voluntariamente submetido. Cabe à educação combater essas más tendências.

Fá-lo-á utilmente quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modifica a inteligência pela instrução e o temperamento pela higiene. Desprendido da matéria e no estado de erraticidade, o Espírito procede a escolha de suas futuras existências corporais, de acordo com o grau de perfeição a que haja chegado e é nisso, como temos dito, que consiste, sobretudo, o seu livre-arbítrio. Esta liberdade, a encarnação não a anula. Se ele cede à influência da matéria, é que sucumbe nas provas que por si mesmo escolheu. Para ter quem o ajude a vencê-las, concedido lhe é invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos. 

Sem o livre-arbítrio, o homem não teria nem culpa por praticar o mal, nem mérito em praticar o bem. E isto a tal ponto está reconhecido que, no mundo, a censura ou o elogio são feitos à intenção, isto é, à liberdade de pensar. 

[Livro dos Espíritos - páginas 398 / 399 questão 872]

10. Lei de Justiça, de Amor e Caridade

Fonte: Livro dos Espíritos

LEIS ESPÍRITAS


LEI DO UNIVERSO: Com efeito, se remontarmos à origem primária das primitivas aglomerações da substância cósmica, notaremos que já então, sob o império dessa lei, a matéria sofre as transformações necessárias, que levam do gérmen ao fruto maduro, e que, sob a impulsão das diversas forças nascidas dessa lei, ela percorre a escala das revoluções periódicas. 

Primeiramente, centro fluídico dos movimentos; 

em seguida, gerador dos mundos;

mais tarde, núcleo central e atrativo das esferas que lhe nasceram do seio. 

Já sabemos que essas leis presidem à história do Cosmo; o que agora importa saber é que elas presidem igualmente à destruição dos astros, porquanto a morte não é apenas uma metamorfose do ser vivo, mas também uma transformação da matéria inanimada. Se é exato dizer-se, em sentido literal, que a vida só é acessível à foice da morte, não menos exato é dizer-se que para a substância é de toda necessidade sofrer as transformações inerentes à sua constituição. [Geneses - Allan Kardec]

A lei da evolução: prevalece para todos os seres do universo, tanto quanto os princípios cosmocinéticos, que determinam o equilíbrio dos astros, são, na origem, os mesmos que regulam a vida orgânica, na estrutura e movimento dos átomos. [ANDRÉ LUIZ]

Lei da Causa e Efeito: Tudo de bom ou ruim que você fizer hoje, algo de força equivalente amanhã irá lhe beneficiar ou prejudicar, seja nesta ou em outra vida. "A cada um será dado de acordo com suas obras." Não existe escapatória ou subterfúgios perante às Leis de Deus. Existe, sim, uma possível abreviação do carma. Através da prática do bem e da caridade, um espírito pode alterar ou diminuir sua dívida cármica.

Conforme os princípios de causa e efeito que nos traçam a lei da reencarnação, cada qual de nós traz consigo a soma de tudo o que já fez de si, com a obrigação de subtrair os males que tenhamos colecionado até a completa extinção, multiplicando os bens que já possuamos, para dividi-los com os outros, na construção da felicidade geral. [EMMANUEL]

RESUMO DAS LEIS DOS FENÔMENOS ESPÍRITAS – ALLAN KARDEC

DOS ESPÍRITOS

1. O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que decorrem dessas relações.

2. Os Espíritos não são, como frequentemente se imagina, seres à parte na criação; são as almas daqueles que viveram sobre a Terra ou em outros mundos. As almas ou Espíritos são, pois, uma única e mesma coisa, de onde se segue que quem crê na existência da alma crê, por isso mesmo, na dos Espíritos. Negar os Espíritos seria negar a alma.

3. Geralmente, se faz uma ideia muito falsa do estado dos Espíritos; eles não são, como alguns o creem, seres vagos e indefinidos, nem chamas como os fogos fátuos, nem fantasmas como nos contos de assombração. São seres semelhantes a nós, tendo um corpo igual ao nosso, mas fluídico e invisível no estado normal.

4. Quando a alma está unida ao corpo, durante a vida, ela tem duplo envoltório: um pesado, grosseiro e destrutível, que é o corpo; outro fluídico, leve e indestrutível, chamado perispírito. O perispírito é o laço que une a alma e o corpo; é por seu intermédio que a alma faz o corpo agir, e percebe as sensações experimentadas pelo corpo. A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem; a alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser chamado Espírito.

5. A morte é a destruição do envoltório corporal; a alma abandona esse envoltório como troca a roupa usada, ou como a borboleta deixa sua crisálida, mas conserva seu corpo fluídico ou perispírito. A morte do corpo livra o Espírito do envoltório que o prendia à Terra e o fazia sofrer; uma vez livre desse fardo, não tem senão seu corpo etéreo que lhe permite percorrer o espaço e vencer as distâncias com a rapidez do pensamento.

6. Os Espíritos povoam o espaço; eles constituem o mundo invisível que nos rodeia, no meio do qual vivemos, e com o qual estamos, sem cessar, em contato.

7. Os Espíritos têm todas as percepções que tinham na Terra, mas num mais alto grau, porque suas faculdades não estão mais amortecidas pela matéria; têm sensações que nos são desconhecidas; vêem e ouvem coisas que nossos sentidos limitados não nos permitem nem ver e nem ouvir. Para eles não há obscuridade, salvo para aqueles cuja punição é estar temporariamente nas trevas. Todos os nossos pensamentos repercutem neles, que os leem como em um livro aberto, de sorte que, aquilo que podemos ocultar a alguém vivo, não poderemos mais, desde que seja um Espírito.

8. Os Espíritos conservam as afeições sérias que tiveram na Terra; eles se comprazem em voltar para junto daqueles que amaram, sobretudo quando são atraídos por pensamentos e sentimentos afetuosos que lhes dirigem, ao passo que são indiferentes para com aqueles que não lhes têm senão a indiferença.

9. Uma ideia quase geral entre as pessoas que não conhecem o Espiritismo é crer que os Espíritos, somente porque estão livres da matéria, tudo devem saber e possuírem a soberana sabedoria. Aí está um erro grave. Os Espíritos, não sendo senão as almas dos homens, não adquirem a perfeição deixando seu envoltório terrestre. O progresso do Espírito não se realiza senão com o tempo, e não é senão sucessivamente que ele se despoja de suas imperfeições, que adquire os conhecimentos que lhe faltam. Seria tão ilógico admitir que o Espírito de um selvagem ou de um criminoso se torne, de repente, sábio e virtuoso, quanto seria contrário à justiça de Deus pensar que ele permanecesse perpetuamente na inferioridade.

Como há homens de todos os graus de saber e de ignorância, de bondade e de maldade, ocorre o mesmo com os Espíritos. Há os que são apenas levianos e traquinas, outros são mentirosos, trapaceiros, hipócritas, maus, vingativos; outros, ao contrário, possuem as mais sublimes virtudes e o saber num grau desconhecido na Terra. Essa diversidade, na qualidade dos Espíritos, é um dos pontos mais importantes a se considerar, porque explica a natureza boa ou má das comunicações que se recebem; é em distingui-las que é preciso, sobretudo, se aplicar.

(O Livros dos Espíritos, nº 100, Escala Espírita. - O Livro dos Médiuns, cap. XXIV.)

MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS:

10. Os Espíritos podem se manifestar de maneiras bem diferentes: pela visão, pela audição, pelo toque, pelos ruídos, pelos movimentos dos corpos, pela escrita, pelo desenho, pela música, etc. Eles se manifestam por intermédio de pessoas dotadas de uma aptidão especial para cada gênero de manifestação, e que se distinguem sob o nome de médiuns.

É assim que se distinguem os médiuns videntes, falantes, audientes, sensitivos, de efeitos físicos, desenhistas, tiptólogos, escreventes, etc. Entre os médiuns escreventes, há numerosas variedades, segundo a natureza das comunicações que estão aptos a receber.

11. O fluido que compõe o perispírito penetra todos os corpos e os atravessa como a luz atravessa os corpos transparentes; nenhuma matéria lhe opõe obstáculo. É por isso que os Espíritos penetram por toda parte, nos lugares o mais hermeticamente fechados; é uma ideia ridícula crer-se que eles se introduzem por uma pequena abertura, como o buraco de uma fechadura ou o tubo de uma chaminé.

12. O perispírito, embora invisível para nós no estado normal, não deixa de ser matéria etérea. O Espírito pode, em certos casos, faze-lo sofrer uma espécie de modificação molecular que o torna visível e mesmo tangível; assim é que se produzem as aparições. Esse fenômeno não é mais extraordinário do que o do vapor que é invisível quando está mais rarefeito, e que se torna visível quando está condensado.

Os Espíritos que se tornam visíveis se apresentam, quase sempre, sob a aparência que tinham quando vivos e que podem fazê-los reconhecer.

13. É com a ajuda do seu perispírito que o Espírito atua sobre seu corpo vivo; é ainda com esse mesmo fluido que ele se manifesta atuando sobre a matéria inerte, que produz os ruídos, os movimentos de mesas e outros objetos, que ergue, tomba ou transporta. Esse fenômeno nada tem de surpreendente se se considera que, entre nós, os mais poderosos motores se acham nos fluidos os mais rarefeitos e mesmo imponderáveis, como o ar, o vapor e a eletricidade. É igualmente com a ajuda do seu perispírito que o Espírito faz os médiuns escreverem, falarem ou desenharem; não tendo mais corpo tangível para atuar ostensivamente quando quer se manifestar, ele se serve do corpo do médium, de quem empresta os órgãos que faz atuarem como se fosse seu próprio corpo, e isso pela emanação fluídica que derrama sobre ele.

14. No fenômeno designado sob o nome de mesas girantes ou falantes é pelo mesmo meio que o Espírito atua sobre a mesa, seja para fazê-la mover, sem significação determinada, seja para fazê-la dar golpes inteligentes, indicando as letras do alfabeto, para formar palavras e frases, fenômeno designado sob o nome de tiptologia. A mesa não é aqui senão um instrumento do qual ele se serve, como o faz com o lápis para escrever; lhe dá uma vitalidade momentânea pelo fluido com o qual a penetra, mas ele não se identifica com ela. As pessoas que, em sua emoção, vendo se manifestar um ser que lhes é caro, abraçam a mesa, praticam um ato ridículo, porque é absolutamente como se elas abraçassem o bastão do qual um amigo se serve para dar pancadas.

Ocorre o mesmo com aqueles que dirigem a palavra à mesa, como se o Espírito estivesse encerrado na madeira, e como se a madeira tivesse se tornado espírito.

Quando as comunicações ocorrem por esse meio, é preciso imaginar o Espírito não na mesa, mas ao lado, tal como estaria se estivesse vivo, e tal como se o veria se, nesse momento, pudesse se tornar visível.

A mesma coisa ocorre nas comunicações pela escrita; ver-se-ia o Espírito ao lado do médium, dirigindo sua mão, ou lhe transmitindo o seu pensamento por uma corrente fluídica.

15. Quando a mesa se destaca do solo e flutua no espaço sem ponto de apoio, o Espírito não a ergue a com força do braço, mas a envolve e a penetra com uma espécie de atmosfera fluídica que neutraliza o efeito da gravitação, como o ar o faz para os balões e os papagaios de papel. O fluido do qual está penetrada lhe dá, momentaneamente, uma leveza específica maior. Quando ela está pregada no solo, está num caso análogo ao da campana pneumática sob a qual se faz o vácuo. Estas não são senão comparações para mostrar a analogia dos efeitos, e não a similitude absoluta das causas.

Compreende-se, depois disso, que não é mais difícil ao Espírito erguer uma pessoa do que erguer uma mesa, de transportar um objeto de um lugar para outro ou de lançá-lo em qualquer parte; esse fenômenos se produzem pela mesma lei.

Quando a mesa persegue alguém, não é o Espírito que passeia, porque ele pode permanecer tranquilamente no mesmo lugar, mas é quem lhe dá impulso por uma corrente fluídica, com a ajuda da qual a faz mover-se à sua vontade.

Quando os golpes se fazem ouvir na mesa ou fora dela, o Espírito não bate com a sua mão, nem com um objeto qualquer; dirige, sobre o ponto de onde parte o ruído, um jato de fluido que produz o efeito de um choque elétrico. Ele modifica o ruído, como se podem modificar os sons produzidos pelo ar.

16. A obscuridade necessária à produção de certos efeitos físicos, sem dúvida, se presta à suspeição e à fraude, mas nada prova contra a possibilidade do fato.

Sabe-se que, na química, há combinações que não se podem operar sob a luz; que composições e decomposições ocorrem sob a ação do fluido luminoso; ora, sendo todos os fenômenos espíritas o resultado da combinação dos fluidos próprios do Espírito e do médium, e esses fluidos sendo da matéria, nada há de espantoso de que, em certos casos, o fluido luminoso seja contrário a essa combinação.

17. Os Espíritos superiores não se ocupam das comunicações inteligentes senão tendo em vista a nossa instrução; as manifestações físicas ou puramente materiais estão mais especialmente nas atribuições dos Espíritos inferiores, vulgarmente designados sob o nome de Espíritos batedores, como, entre nós, as habilidades dizem respeito aos saltimbancos e não aos sábios.

18. Os Espíritos são livres; se manifestam quando querem, a quem lhes convêm, e também quando podem, porque não têm sempre a possibilidade. Eles não estão às ordens e ao capricho de quem quer que seja, e não é dado a ninguém fazer com que venham contra sua vontade, nem fazê-los dizer o que querem calar; de sorte que ninguém pode afirmar que um Espírito qualquer virá ao seu chamado em um momento determinado, ou responderá a tal ou tal pergunta. Dizer o contrário, é provar ignorância absoluta dos princípios mais elementares do Espiritismo; só o charlatanismo tem fontes infalíveis.

19. Há pessoas que obtêm regularmente, e de alguma forma à vontade, a produção de certos fenômenos; mas, há que se anotar que esses são sempre efeitos puramente físicos, mais curiosos do que instrutivos, e que se produzem constantemente em condições análogas. As circunstâncias nas quais são obtidos são de natureza a inspirarem dúvidas, tanto mais legítimas sobre sua realidade quando são geralmente objetos de uma exploração, e, frequentemente, quando é difícil distinguir a mediunidade real da prestidigitação. Os fenômenos desse gênero, entretanto, podem ser o produto de uma mediunidade verdadeira, porque pode ocorrer que Espíritos de baixo estágio, que talvez tinham tido esse ofício, se comprazam nessas espécies de exibições; mas seria absurdo pensar que os Espíritos, por pouca que seja sua elevação, se alegrem em se exibirem.

Isso não infirma em nada o princípio da liberdade dos Espíritos; aqueles que vêm, o fazem porque isso lhes agrada, mas não porque sejam constrangidos, e do momento que não lhes convenha mais vir, se o indivíduo for verdadeiro médium, nenhum efeito se produzirá. Os mais poderosos médiuns de efeitos físicos ou outros têm tempos de interrupção, independentemente de sua vontade; os charlatães não os têm jamais.

De resto, esses fenômenos, supondo-os reais, são apenas uma aplicação muito parcial da lei que rege as relações do mundo corporal com o mundo espiritual, mas não constituem o Espiritismo; de sorte que sua negação não infirmaria em nada os princípios gerais da Doutrina.

20. Certas manifestações espíritas se prestam, bem facilmente, a uma imitação mais ou menos grosseira; mas do fato de que puderam ser explorados, como tantos outros fenômenos, pela charlatanice e pela prestidigitação, seria absurdo disso concluir que elas não existam. Para aquele que estudou e conhece as condições normais nas quais elas podem se produzir, é fácil distinguir a imitação da realidade; a imitação, de resto, não poderia jamais ser completa e não pode enganar senão o ignorante incapaz de apreender as nuanças características do fenômeno verdadeiro.

21. As manifestações mais fáceis de serem imitadas são certos efeitos físicos e os efeitos inteligentes vulgares, tais como os movimentos, as pancadas, os transportes, a escrita direta, as respostas banais, etc; não ocorre o mesmo com as comunicações inteligentes de uma alta importância, ou na revelação de coisas notoriamente desconhecidas do médium; para imitar os primeiros não é preciso senão a destreza; para simular os outros é preciso, quase sempre, uma instrução pouco comum, uma superioridade intelectual fora de série e uma faculdade de improvisação, por assim dizer, universal, ou o dom da adivinhação.

22. As produções de espectros nos teatros foram apresentadas, injustamente, como tendo relações com a aparição de Espíritos, das quais são apenas uma grosseira e imperfeita imitação. É preciso ignorar os primeiros elementos do Espiritismo para ver nisso a menor analogia, e crer que é disso que se ocupa nas reuniões espíritas. Os Espíritos não se tornam visíveis ao comando de ninguém, mas por sua própria vontade, nas condições especiais que não estão no poder de quem quer que seja provocar.

23. As evocações espíritas não consistem, como alguns imaginam, em fazer voltar os mortos com um aspecto lúgubre da tumba. Não é senão nos romances, nos contos fantásticos de fantasmas e no teatro que se vêem os mortos descarnados saírem de seus sepulcros vestidos de lençóis e fazendo estalar seus ossos. O Espiritismo, que jamais fez milagres, tanto esse como outros, jamais fez reviver um corpo morto; quando o corpo está na cova, aí está definitivamente; mas o ser espiritual, fluídico, inteligente, aí não está metido com seu envoltório grosseiro; dele se separou no momento da morte, e uma vez operada a separação não tem mais nada de comum com ele.

24. A crítica malevolente procura representar as comunicações espíritas como cercadas de práticas ridículas e supersticiosas da magia e da necromancia. Diremos simplesmente que não há, para se comunicar com os Espíritos, nem dias, nem horas, nem lugares mais propícios uns do que os outros; que não é preciso para evocá-los, nem fórmulas, nem palavras sacramentais ou cabalísticas; e não há necessidade de nenhuma preparação, de nenhuma iniciação; que o emprego de qualquer sinal ou objeto material, seja para atraí-los, seja para afastá-los, não tem efeito e o pensamento basta; enfim, que os médiuns recebem suas comunicações tão simplesmente e tão naturalmente como se fossem ditadas por uma pessoa viva, sem sair do estado normal. Só o charlatanismo poderia tomar maneiras excêntricas e adicionar acessórios ridículos.

A evocação dos Espíritos se faz em nome de Deus, com respeito e recolhimento; é a única coisa recomendada às pessoas sérias que querem ter relações com Espíritos sérios.

25. As comunicações inteligentes que se recebem dos Espíritos podem ser boas ou más, justas ou falsas, profundas ou levianas, segundo a natureza dos Espíritos que se manifestam. Os que provam a sabedoria e o saber são Espíritos avançados que progrediram; os que provam a ignorância e as más qualidades, são Espíritos ainda atrasados, mas que progredirão com o tempo.

Os Espíritos não podem responder senão sobre o que sabem, segundo seu adiantamento, e, ademais, sobre o que lhes é permitido dizerem, porque há coisas que não devem revelar, uma vez que ainda não é dado ao homem tudo conhecer.

26. Da diversidade nas qualidades e nas aptidões dos Espíritos, resulta que não basta se dirigir a um Espírito qualquer para obter uma resposta justa a toda pergunta, porque, sobre muitas coisas, não podem dar senão a sua opinião pessoal, que pode ser justa ou falsa. Se ele for sábio, confessará a sua ignorância sobre o que não sabe; se for leviano ou mentiroso, responderá sobre tudo sem se importar com a verdade; se for orgulhoso, dará a sua ideia como verdade absoluta. Haveria, pois, imprudência e leviandade em aceitar, sem controle, tudo o que vem dos Espíritos. Por isso, é essencial estar esclarecido quanto à natureza daqueles com os quais se ocupe. (O Livro dos Médiuns, nº 257.)

27. Reconhece-se a qualidade dos Espíritos por sua linguagem; a dos Espíritos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica, isenta de contradições; anuncia a sabedoria, a benevolência, a modéstia e a mais pura moral; é concisa e sem palavras inúteis. Entre os Espíritos inferiores, ignorantes ou orgulhosos, o vazio das idéias, quase sempre, é compensado pela abundância das palavras. Todo pensamento evidentemente falso, toda a máxima contrária à sã moral, todo conselho ridículo, toda expressão grosseira, trivial ou simplesmente frívola, enfim, toda marca de malevolência, de presunção ou de arrogância, são sinais incontestáveis de inferioridade em um Espírito.

28. O objetivo providencial das manifestações é convencer os incrédulos de que tudo não termina, para o homem, com a vida terrestre, e de dar os crentes ideias mais justas sobre o futuro. Os bons Espíritos vêm nos instruir, tendo em vista o nosso melhoramento e o nosso adiantamento, e não para nos revelar o que não devemos ainda saber, ou o que não devemos aprender senão pelo nosso trabalho. Se bastasse interrogar os Espíritos para se obter a solução de todas as dificuldades científicas, ou para fazer descobertas e invenções lucrativas, todo ignorante poderia tornar-se sábio facilmente, e todo preguiçoso poderia se enriquecer sem esforço; é o que Deus não quer. Os Espíritos ajudam o homem de gênio pela inspiração oculta, mas não o isentam nem do trabalho das pesquisas, a fim de deixar-lhe o mérito.

29. Seria fazer uma ideia bem falsa dos Espíritos vendo neles apenas os auxiliares dos ledores de sorte; os Espíritos sérios recusam se ocupar de coisas fúteis; os Espíritos levianos e zombeteiros se ocupam de tudo, respondem a tudo, predizem tudo o que se quer, sem se inquietarem com a verdade, e sentem um prazer maligno ao mistificarem as pessoas muito crédulas; é por isso que é essencial estar perfeitamente fixado sobre a natureza das perguntas que se podem dirigir aos Espíritos. (O Livro dos Médiuns, nº 286: Perguntas que se podem dirigir aos Espíritos)

30. As manifestações não estão, pois, destinadas a servirem aos interesses materiais, cujo cuidado está entregue à inteligência, ao discernimento e à atividade do homem. Seria em vão que tentar-se-ia empregá-las para conhecer o futuro, descobrir tesouros ocultos, recuperar heranças, ou encontrar meios de se enriquecer. Sua utilidade está nas consequências morais que dela decorrem; mas se não tivessem por resultado senão fazer conhecer uma nova lei da Natureza, de demonstrar, materialmente, a existência da alma e sua imortalidade, isso já seria muito, porque seria um novo e largo caminho aberto à filosofia.

31. Pode-se ver, por essas poucas palavras, que as manifestações espíritas, de qualquer natureza que sejam, nada têm de sobrenatural nem de maravilhoso. São fenômenos que se produzem em virtude da lei que rege as relações do mundo corporal e do mundo espiritual, lei também tão natural como a da eletricidade, da gravidade, etc. O Espiritismo é a ciência que nos faz conhecer essa lei, como a mecânica nos faz conhecer a lei do movimento, a ótica a da luz. As manifestações espíritas, estando na Natureza, produziram-se em todas as épocas; a lei que as rege, sendo conhecida, nos explica uma série de problemas considerados insolúveis; é a chave de uma multidão de fenômenos explorados e aumentados pela superstição.

32. Estando o maravilhoso completamente descartado, esses fenômenos nada mais têm que repugne à razão, porque vêm tomar lugar ao lado dos outros fenômenos naturais. Nos tempos da ignorância, todos os efeitos dos quais não se conhecia a causa eram reputados sobrenaturais; as descobertas da ciência restringiram sucessivamente o círculo do maravilhoso; o conhecimento dessa nova lei veio reduzi-lo a nada. Aqueles, pois, que acusam o Espiritismo de ressuscitar o maravilhoso, provam, por isso mesmo, que falam de uma coisa que não conhecem.

DOS MÉDIUNS

33. O médium não possui senão a faculdade de se comunicar; a comunicação efetiva depende da vontade dos Espíritos. Se os Espíritos não querem se manifestar, o médium nada obtém; é como um instrumento sem músico.

34. A facilidade das comunicações depende do grau de afinidade que existe entre os fluidos do médium e do Espírito. Cada médium está, assim, mais ou menos apto para receber a impressão ou impulso do pensamento de tal ou tal Espírito; ele pode ser um bom instrumento para um e mau para um outro. Disso resulta que, dois médiuns igualmente bem dotados, estando um ao lado do outro, um Espírito poderá se manifestar por um e não pelo outro.

É, pois, um erro crer que basta ser médium para receber com igual facilidade as comunicações de todo Espírito. Não existem médiuns universais. Os Espíritos procuram, de preferência, os instrumentos que vibrem em uníssono com eles.

Sem a harmonia, que só a assimilação fluídica pode proporcionar, as comunicações são impossíveis, incompletas ou falsas. Podem ser falsas porque, à falta do Espírito desejado, não faltam outros, prontos para aproveitarem a ocasião de se manifestarem, e que pouco se importam em dizer a verdade.

35. Um dos maiores escolhos da mediunidade é a obsessão, quer dizer, o império que certos Espíritos podem exercer sobre os médiuns, impondo-se a eles sob nomes apócrifos e impedindo-os de se comunicarem com outros Espíritos.

36. O que constitui o médium, propriamente dito, é a faculdade; sob esse aspecto, ele pode estar mais ou menos formado, mais ou menos desenvolvido. O que constitui o médium seguro, o que se pode verdadeiramente qualificar de bom médium, é a aplicação da faculdade, a aptidão de servir de intérprete dos bons Espíritos. (O Livro dos Médiuns, cap. XXIII.)

37. A mediunidade é uma faculdade essencialmente móvel e fugidia, pela razão de estar subordinada à vontade dos Espíritos; por isso é que está sujeita a intermitências. Esse motivo, e o princípio mesmo segundo o qual se estabelece a comunicação, são os obstáculos a que se torne uma profissão lucrativa, uma vez que não poderia ser nem permanente, nem aplicável a todos os Espíritos, e porque poderia faltar no momento em que dela se tivesse necessidade. Aliás, não é racional admitir que os Espíritos sérios se coloquem à disposição da primeira pessoa que os queira explorar.

38. A propensão dos incrédulos, geralmente, é suspeitar da boa fé dos médiuns, e supor o emprego de meios fraudulentos. Além de que, no entendimento de certas pessoas, essa suposição é injuriosa. É preciso, antes de tudo, perguntar qual interesse poderiam eles ter para enganarem e divertirem ou representarem a comédia. A melhor garantia de sinceridade está no desinteresse absoluto, porque aí onde nada tem a ganhar, o charlatanismo não tem razão de ser. Quanto à realidade dos fenômenos, cada um pode constatá-la, se se coloca nas condições favoráveis, e se aplica a paciência na observação dos fatos, a perseverança e a imparcialidade necessária.

DAS REUNIÕES ESPÍRITAS

39. Os Espíritos são atraídos pela simpatia, a semelhança dos gostos e de caracteres, a intenção que faz desejar a sua presença. Os Espíritos superiores não vão às reuniões fúteis, do mesmo modo que um sábio da Terra não iria numa assembléia de jovens estouvados. O simples bom senso diz que não pode ser de outra forma; ou, se aí vão algumas vezes, é para dar um conselho salutar, combater os vícios, procurar conduzir para o bom caminho; se não são escutados, retiram-se.

Seria ter uma ideia completamente falsa crer que os Espíritos sérios possam se comprazer em responder a futilidades, a perguntas ociosas que não provam nem afeição, nem respeito por eles, nem desejo real, nem instrução, e ainda menos que possam vir dar espetáculo para divertimento dos curiosos. O que não faziam quando vivos, não podem fazê-lo depois da sua morte.

40. A frivolidade das reuniões tem por resultado atrair os Espíritos levianos que não procuram senão ocasiões de enganarem e de mistificarem.

Pela mesma razão que os homens graves e sérios não vão às assembleias levianas, os Espíritos sérios vão apenas às reuniões sérias, cujo objetivo é a instrução e não a curiosidade; é nas reuniões desse gênero que os Espíritos superiores gostam de dar seus ensinamentos.

41. Do que precede resulta que, toda reunião espírita, para ser proveitosa, deve, como primeira condição, ser séria e recolhida; que tudo deve se passar nela respeitosamente, religiosamente e com dignidade, se se quer obter o concurso habitual dos bons Espíritos. É preciso não esquecer que, se esses mesmos Espíritos aí se fizessem presentes quando vivos, ter-se-ia por eles considerações às quais têm ainda mais direito depois da sua morte.

42. Em vão se alega a utilidade de certas experiências curiosas, frívolas e divertidas, para convencer os incrédulos; é a um resultado muito oposto que se chega. O incrédulo, já levado a zombar das mais sagradas crenças, não pode ver uma coisa séria naquilo do qual se faz um divertimento; não pode ser levado a respeitar o que não lhe é apresentado de maneira respeitável; também das reuniões fúteis e levianas, nas quais não há nem ordem, nem gravidade, nem recolhimento, ele leva sempre má impressão.

O que pode, sobretudo, convencê-lo, é a prova da presença de seres cuja memória lhe é cara; diante de suas palavras graves e solenes, diante das revelações íntimas, é que se o vê emocionar-se e fraquejar. Mas, pelo fato de que há mais respeito, veneração, afeição pela pessoa cuja alma se lhe apresenta, ele fica chocado, escandalizado, de vê-la chegar a uma assembléia sem respeito, no meio de mesas que dançam e da pantomima dos Espíritos levianos; por incrédulo que seja, sua consciência repele essa mistura do sério e do frívolo, do religioso e do profano, por isso taxa tudo isso de charlatanice, e, frequentemente, sai menos convencido do que quando entrou.

As reuniões dessa natureza fazem sempre mais mal do que bem, porque afastam da Doutrina mais pessoas do que a ela conduzem, sem contar que se prestam a motivar a crítica dos detratores, que nela encontram motivos fundados de zombaria.

VELHO TESTAMENTO

A LEI DE TALIÃO: - “olho por olho, dente por dente” - prevalece para todos os espíritos que não edificaram ainda o santuário do amor nos corações, e que representam a quase totalidade dos seres humanos. 

Presos, ainda, aos milênios do pretérito, não cogitaram de aceitar e aplicar o Evangelho a si próprios, permanecendo encarcerados em círculos viciosos de dolorosas reencarnações expiatórias e purificadoras.

Moisés proclamou a Lei antiga, muitos séculos antes do Senhor. Como já foi dito, o profeta hebraico apresentava a Revelação com a face divina da Justiça; mas, com Jesus, o homem do mundo recebeu o código perfeito do Amor.

Se Moisés ensinava o “olho por olho, dente por dente”Jesus-Cristo esclarecia que o “amor cobre a multidão dos pecados”. 

Daí a verdade de que as criaturas humanas se redimirão pelo amor e se elevarão a Deus por ele, anulando com o bem todas as forças que lhes possam encarcerar o coração nos sofrimentos do mundo. [Emmanuel - 1940 ]

OS DEZ MANDAMENTOS


01 - Não adorem a nenhum outro deus - só a mim. 

02 - Não façam nenhum tipo de ídolo nem adorem imagens. 

03 - Não usem o nome do Senhor, o seu Deus, com falta de respeito. 

04 - Lembrem-se que o sétimo dia é um dia santo, de descanso. 

05 - Honrem seu pai e sua mãe. 

06 - Não matem. 

07 - Não adulterem. 

08 - Não roubem. 

09 - Não inventem mentiras sobre as outras pessoas. 

10 - Não cobicem a casa nem as propriedades e nem a mulher de seu próximo. 

[Bíblia]






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