sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Os Verdadeiros Ricos





                                                                                                                                           
Pobres são os que roubaram o trabalho dos outros;
pobres os condenados por seu egoísmo a comer em demasia; pobres os que jamais bebem água; os que não têm necessidade de trabalhar; os que matam o tempo para que o tempo não os atormente.

 Pobres são os que satisfazem todos os seus gostos; 
os que se convertem em mealheiro;

os que sabem que com dinheiro tudo se consegue; os que despojaram o lavrador de sua terra e roubaram à mãe seu filho para transformá-la em ama de leite.

Pobres são os que se valem das mãos e das costas dos demais; os de palavras ásperas e olhar soberbo; 
os que carregam seu saco de ouro

e julgam que ninguém nota.

Pobres são os que levam jóias aos templos

e passam insensíveis diante das crianças
que tremem de fome e de frio.

Pobres os que caminham e não conhecem seu caminho; pobres os que andam carregados e não sabem de quê; pobres os que se apressam em chegar,

sem saber para onde vão.

RICOS, os ricos de paz, os sóbrios e os justos,

os que gozam a alegria do seu bom coração
e não precisam roubar a alheia;
os que semeiam e colhem com as suas mãos
e não precisam
que os olhos semeiem e colham para eles.

Ricos os que podem mostrar-se como são e não precisam negar nem desfigurar aos demais;

os que dizem a si mesmos a verdade e que julgam
a si mesmos com justiça
e aos outros podem dar do seu bem e da paz,
da sua alegria e da sua riqueza.

E de tudo isto dão, na boa palavra da verdade

e na boa caridade da justiça.

 Constâncio C. Vigil



Imagem: Leonid Afremov
Música: Concert pour une voix,
Saint Preux


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