quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sonoridades do mundo e da alma


O barulho do mundo externo, tão encantador e promissor, por vezes abafa os sons que ressoam da alma.

São tantas ofertas, tantas luzes, sons variados, em contraponto às necessidades de autoconhecimento, de auscultar, no silêncio da palavra, os próprios sentimentos (medo, coragem, amor, amizade, respeito, ódio) e assumir a possibilidade de vivê-los.

Enquanto os sentidos são bombardeados pela hiperatividade do cotidiano, perguntas teimam em não calar: – Afinal, onde estamos? O que estamos fazendo aqui? Para que e por quê?

O tempo e o espaço são dimensões do próprio viver, das experiências do perceber e do sentir, e a agilidade, o imediatismo da atualidade nos faz questionar qual é o lugar em que nos encontramos e se a nossa presença existe de fato, ou se é mais uma ilusão frente às nossas reais necessidades.

Quantas vezes estamos presentes-ausentes em nossas tarefas, com pessoas, em lugares variados?

Nosso corpo pode até estar lá, mas onde anda a nossa mente?

A corporeidade, embora seja um possível lugar de manifestação psicofisiológica, não abarca toda a dimensão da hereditariedade espiritual: somos filhos do sagrado, em meio a condições profanas da existência.

Para transcender o momento em que nos encontramos, é preciso, primeiro, reconhecer o próprio lugar e o tempo em que se insere cada singularidade. Isso inclui a todos nós.

Venha! Vamos caminhar agora por uma estrada.

Em meio a esta ponte rústica, olhemos para trás.

O que você vê?

Eu vejo luzes e manifestações variadas de vida, de mundanidade.

Olhemos para frente, ainda em meio a ponte.

O que você vê?

Eu vejo uma estradinha, onde há flores e ramagem seca.

Lá na frente há um mundo a ser descoberto.

Com certeza, terá luzes e outras manifestações, mas pode ser uma percepção diferente, se eu estiver presente de verdade.

O segredo não é fugir de onde você está nem temer as ofertas que lhe serão expressas, mas conhecer a si mesmo a ponto de saber escolher, para crescer e transcender.

Permita-se visitar o seu porão interior. Revisite a sua história de vida. Muitos buscam fora aquilo que está, em segredo, guardado em si.

Todos os tesouros, como dizem as lendas, estão escondidos, à espera de um(a) grande desbravador(a), que possa descobri-los.

Para isso, é preciso um mapa (razão), uma bússola (coração), estar atento aos sinais da vida (intuição) e grande disposição para realizar a missão (força de vontade).

Trabalho, tenho certeza que vai dar, mas quem disse que seria fácil?

Fernanda Leite Bião

fonte:
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