sábado, 25 de janeiro de 2014

Às vezes...



Às vezes... o profundo se pressupõe que não tem fim;

Às vezes... a ida parece não ter volta;

Às vezes... a lagrima insiste em rolar, e parece ser sem fim;

Às vezes... pensamos estar só, e não ter um ombro próximo para nos acalentar;

Às vezes... odiar é muito fácil e amar é complicado;

Às vezes... a vingança parece o caminho mais curto e perdoar tão impossível;

Às vezes... tudo se complica. O certo se torna errado e o errado certo;

Às vezes... os pés se cansam na jornada tão longa e cansativa;

Às vezes... perdemos as expectativas e achamos tão atrativa a desistência e complicado é tudo a nossa frente; e perguntamos : Como será? Por quê? E agora?

Às vezes... esquecemos;

Às vezes... somos esquecidos;

Às vezes... lembramos;

Às vezes... somos lembrados;

Às vezes... falamos, mesmo que calados;

Às vezes... calamos nos gestos, e outras tantas afogamos no profundo do nosso íntimo e nos trancamos dentro de nossas portas, dentro de nosso mundinho todas as nossas mágoas e decepções;

Às vezes... esquecemos que a vida é bem além, bem maior, e que o mundo é grande e muito além do nosso próprio, do que criamos, e quem o fez é infinito, e infinitamente capaz de nos fazer superar tudo;

Às vezes... olhamos para baixo, outras para o alto;

Às vezes... como criação que somos, esquecemos que quase sempre o sol brilha;

Sol que faz as folhas brotarem, e surgir o verde no lugar do amarelado, o oásis em lugar do deserto, deserto que às vezes tão perto...

Há vitória no lugar de derrota, sucesso em vez de fracasso;

É, o "às vezes"... aos poucos vai se transformando no "sempre"... Sempre!

E o sempre, sempre traz constância, e a constância, elegância...

e assim descobrimos a beleza de se viver, de insistir, de se superar...

e de ser simplesmente... Nós.


Autor desconhecido

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