quinta-feira, 4 de junho de 2015

Sucesso é ser você mesmo



Qual é o seu sonho? Como gostaria de ser? O que gostaria de ter ou fazer? Qual a sua ideia sobre realização? Realizar este sonho, conquistar algo vai te trazer felicidade? Quer dizer então que quando você conquistar isso não vai precisar de mais nada, já será realizado para sempre? E o mais importante, o que este sonho diz sobre você?

Todos nós queremos algo, aliás essa é uma característica da experiência que vivemos, todos nós queremos algo o tempo todo. Todos os contrastes que vivenciamos em nosso dia a dia causam uma busca sem fim por alguma sensação melhor do que a que estamos experimentando agora. Os sonhos e desejos que criamos a cada momento trazem em si uma resposta energética vibratória que contrasta com alguma experiência negativa que estamos vivenciando e que esteja mais em alinhamento com o que verdadeiramente somos, a Essência Divina que há em nós.

Isso não significa que nossa Essência gostaria que fôssemos presidente de uma empresa, profissionais de sucesso, ricos, fortes, casados, mãe ou qualquer outra coisa. Nossa essência é a própria perfeição e realização em si e estar consciente da nossa conexão com Ela permite que a gente descubra ou crie maneiras de permitir que esta perfeição flua para nossa vida no aqui-agora.

Não importam as características dos sonhos, as crenças ou dogmas religiosos em que eles estão embasados, eles nada mais são do que uma emoção ou conjunto de emoções que momentaneamente irão preencher nossos receptores trazendo sentido a nossa vida.

Desde nossa infância, mais precisamente desde os traumas e feridas da infância, temos, em inúmeros aspectos, rejeitado a realidade, a vida como ela se apresenta. Viemos de uma dimensão onde toda nossa necessidade era preenchida espontânea e instantaneamente e, quando nos deparamos com a vagarosidade e limitações da matéria, acabamos optando por criar um mundo interno onde a vida nos pareça mais fácil e de acordo com nossas próprias expectativas. Por isso muitas vezes ao longo dos dias optamos pelo imaginário ao invés do aqui-agora e assim passamos a maior parte do tempo sozinhos, dentro de nossas cabeças. Nós pensamos a nossa vida, pensamos nossas ações futuras, analisamos cada impulso que temos antes de tomar qualquer atitude.

Nesta separação entre o real e o imaginário que criamos passamos a enxergar a fisicalidade com certo receio, desconfiados, até mesmo acreditando que isso aqui não é legal ou que não há nada aqui para a gente. Para termos um caminho de vida, uma forma de contribuir para a expansão do universo, concordamos em herdar de nossos pais suas próprias crenças, medos e limites, para que, então, na busca de soluções para concretizar nossos sonhos, buscássemos e ancorássemos luz onde antes só havia sombras, trazendo assim a sabedoria de nossa própria Presença para realizar o paraíso na Terra.

Porém, ao chegarmos aqui com o coração tão aberto e tão dependente de nossos pais, acabamos dando poder demais a suas opiniões, aprovação e amor. Juntamente com todo material negativo que concordamos em compartilhar para cumprir nossa tarefa acabamos recebendo também programações e modos de funcionamento extremamente limitadores e confinantes, que nos prendem cada vez mais na ilusão de que somos estes personagens pequenos, fracos e que qualquer realização na matéria seja um trabalho quase impossível de se realizar. 

Só que tudo isso são apenas crenças, nada disso é fato. Nós observamos as coisas a partir de um ponto de vista negativo, sofrido, medroso e, simplesmente para nos proteger disso, criamos esta barreira entre nossa verdade e o aqui-agora, o mundo material. Nesta imaginação criada a partir de fuga do aqui-agora criamos personagens que acreditamos que nos salvarão de nosso vazio existencial, uma versão “bem sucedida” de nós mesmos com todas as qualidades necessárias para conseguir aquilo que a gente quer a todo momento. Dinheiro, casa, viagens, nada é difícil (e nada nunca será suficiente) para este super-Eu que almejamos ser.

Então esta não aceitação de quem nós verdadeiramente somos, a necessidade de ser alguém diferente para conseguir aquilo que a gente quer e todas estas crenças que vamos acumulando em relação a realização e a vida vão se tornando leis em nossa experiência na matéria, ditando assim as regras de como seremos e de como a vida irá se desenrolar.

Estas leis são tão acreditadas e empoderadas que vão se tornando densas e profundas, chegando a se impregnar em todas as células de nosso corpo físico. Por exemplo, uma pessoa que escolheu para sua experiência na Terra acreditar muito nestes limites para, em seu processo de cura, poder tomar consciência da grande quantidade de luz e poder que é. Neste momento de grande limitações que estas leis acreditadas criaram em sua vida, podemos notar uma relação profunda com seu corpo físico, com a forma que se expressa, com a dificuldade de tomar atitudes. Uma forma simples de observar isso é através dos exercícios físicos. A dificuldade em fazer, o desânimo que dá, a vontade de desistir e parar no meio com a desculpa de que "não aguento".

Uma atividade física "consciente", focada em ultrapassar nossos limites que por tanto tempo foram cristalizados em nosso físico, é muito benéfica para nos desprogramarmos de uma vida de autoabusos e limitações. Claro que sempre tomando o cuidado necessário para não nos machucarmos e preservando nossa vida e saúde, é importante reparar quando o limite é verdadeiramente o corpo ou é a mente. O corpo é a matéria, o chakra básico e é através desta relação que temos com ele que manifestamos a nossa realidade física. Se estamos vivendo os limites criados pela mente ao invés de estarmos percebendo todo o êxtase da pura conexão da alma com o físico, então aí está a chave para nossa cura e transformação. Assim os limites foram criados, simplesmente acreditando neles. E é assim que os superamos, desacreditando deles, retirando os créditos que uma vez os demos.

Estes são exatamente os mesmos limites que muitos de nós percebemos em nossa realidade financeira. Não são poucas as pessoas que me procuram pela dificuldade em deslanchar nesta área... “Parece que patino sem sair do lugar” diz um, “é como se tivesse um limite que de lá não consigo passar” diz outro, “sempre que tenho uma oportunidade de dar um salto neste sentido algo acontece que me faz voltar à estaca zero” diz um terceiro e assim por diante... Sabemos que é possível e outras pessoas já o fizeram, mas algo nos prende, dificulta ou sabota. O universo e nós mesmos sempre arrumaremos um jeito de manifestar aquilo que vibramos.

Até agora então temos concretizado muitas limitações mas tudo bem, isso faz parte de nossa experiência e aprendizado. Porém se já identificamos nosso problema e estamos procurando melhorar neste sentido é porque lá no fundo nossa alma já se deu por satisfeita, já provou o que tinha que provar, já experimentou o necessário para esta etapa do aprendizado de nossa vida. Nosso momento atual é o de redescobrimento de nossa total potencialidade e o da entrega, permitindo que o universo trabalhe em nosso favor, nos mostre quem nós verdadeiramente somos e todos os dons únicos que cada um de nós trouxe consigo para esta experiência.

A causa de todo o nosso estresse e desgaste excessivo de energia para ações relativamente simples vem da necessidade de se sustentar mentalmente um personagem fictício que criamos para viver a vida em nosso lugar. O reconhecimento de que estamos em desalinhamento com nós mesmos é o primeiro passo para nos reencontrarmos, para nos reconectarmos com a fonte eterna e infinita de energia que reside em nossa Presença no aqui-agora.

A melhor maneira de iniciarmos este processo é reconhecer que a realização última e definitiva não está nas coisas, pessoas, situações ou nenhum outro lugar senão dentro de nós mesmos. Parar imediatamente de nos cobrar as posturas daquele “super Eu” idealizado e simplesmente reconhecer a beleza e tudo de bom que já somos. Ser você mesmo e se dar 100% de aprovação é a chave para permitir que o fluxo divino se instale em sua vida. Quanto menos julgamento e crenças limitantes criarmos mais facilmente o universo nos colocará nas condições que representam o mais puramente a nossa Essência.

Quando éramos pequenos e alguma atitude gerou uma repreensão ou resposta negativa de nossos pais internalizamos que aquela parte nossa é ruim e a rejeitamos, pois não nos trouxe amor. Passamos a nos sentir rejeitados, errados e que de alguma forma precisamos ser diferente do que somos para conseguir o que queremos. Claro que em muitos aspectos nós encaramos as adversidades da vida de forma mais positiva e empoderadora, mas em algumas outras que não são nossa mestria ou que fazem parte do que viemos desenvolver aqui na Terra acabamos por enfrentá-la pelo caminho da dor mesmo, o da separação de nossa Essência Divina para futura reconexão. É fundamental então a total autoaceitação e o reconhecimento de que não é o Eu imaginário que se realiza, mas o verdadeiro Eu, no físico, no aqui-agora.

Exemplo: a diferença de bem estar e confiança que sentimos em decorar um texto e apresentá-lo para uma audiência ou simplesmente falar sobre uma coisa que gostamos muito sem necessidade de cumprir um roteiro ou agradar alguém. Esta é a diferença entre representar um personagem criado para se adaptar ao mundo e sermos nós mesmos, fluindo a partir de nosso coração. Lembre-se que a realização está em sermos o mais fiel possível à nossa própria verdade. Quanto mais “a gente mesmo” nós formos, mais bem sucedidos seremos. Claro que existem exemplos de pessoas aparentemente bem sucedidas mas que pessoalmente são um verdadeiro horror, estressadas, raivosas, controladoras, manipuladoras, frias e capazes de qualquer coisa para conseguir o que querem, tamanho seu medo e falta de conexão com seu coração, mas o que estas pessoas conseguem não é realização, muito pelo contrário, é o melhor mau exemplo que podemos ter para permanecermos no bom caminho.

O sentido da vida não está em fazer coisas que vão de acordo com o que a mente acredita, o verdadeiro sentido é muito anterior a isso. É só parar para pensar na palavra “sentido”, vem do sentir e não do pensar. E quem sente é o corpo físico e o chakra cardíaco, não o Eu psicológico que vive no astral causando os problemas e desalinhamentos mais mirabolantes em nossos chakras gástrico e sexual. Da maneira que a humanidade está vivendo hoje, cada mente interpreta os acontecimentos de acordo com suas próprias crenças e emite uma resposta positiva ou negativa que determinará se aquilo traz felicidade ou não, se nos realiza ou se nos prejudica, mas o verdadeiro sentido vem da nossa conexão com o corpo físico e com o aqui-agora. Esta conexão quem garante é o chakra básico e o cardíaco e não é nem um pouco coincidência que as pessoas que têm estes chakras bem resolvidos também são seguras, serenas, saudáveis, amáveis, bondosas e prósperas, já que todas as dificuldades e limitações nestas áreas também são criadas pelo medo e pela mente. A sensação de estar centrado no Eu Verdadeiro já traz o próprio sentido em si, o êxtase da união do físico com o cardíaco, ambos sem a contaminação do medo e da ilusão da separação.

A partir desta noção então o Eu verdadeiro começa a sentir-se seguro para botar suas asinhas de fora: sou Eu quem vou trabalhar todos os dias, Eu vou fazer as coisas da maneira que me dá prazer, farei somente o que posso, serei honesto comigo mesmo e expressarei a minha verdade sem medos ou culpas. Confio que o universo sempre me trará aquilo que é para mim e sei que quanto mais feliz e confortável estiver comigo mesmo, mais feliz será meu caminho. Quanto mais reconhecer meu próprio valor mais verei isso manifestado em minha realidade, afinal de contas é Deus quem controla tudo e é em minha Presença que permito que Sua Perfeição se manifeste através de mim em todos os assuntos de minha vida. Meu coração é o caminho, a verdade e a vida.

É perfeitamente normal para qualquer mudança de postura encontrarmos certa dificuldade com alguns assuntos, podemos até nos sentir inseguros, sem a autoconfiança necessária para sermos nós mesmos mas ora, o que é falta de confiança afinal? Falta de autoconfiança é a desconfiança de si mesmo. Isso acontece pois muitas vezes já nos deixamos de lado, achamos que a vontade dos outros era mais importante que a nossa, não nos colocamos como deveríamos, não dissemos aquele não necessário para afastar pessoas invasivas e abusivas, não tomamos as atitudes que no fundo sabíamos que era o impulso vindo diretamente do nosso coração. Por tudo isso fomos perdendo a confiança em nós mesmos. A maneira mais simples e mais rápida para recuperar a autoconfiança e o poder pessoal é cumprindo simples tarefas diárias mecânicas que temos em nossas agendas, superando a vontade de desistir, os medos, as resistências da mente, as dificuldades que nossa própria mente cria para não fazermos o exercício, a dieta, a procura pelo cliente, a entregar o projeto no prazo, a fazer mais e melhor do que foi pedido e assim por diante, reaprendendo a poder contar consigo mesmo. Em segundo lugar com um pouco mais de dificuldade mas muito prazeroso e benéfico está aprender a dizer não naturalmente, a libertar-se da necessidade de agradar os outros, a buscar o amor e aceitação apenas em si mesmo.

Com isso, vamos aprovando e empoderando nosso Eu Verdadeiro, dando vazão aos impulsos do coração e não nos importando com o julgamento alheio. Se o impulso vem do coração é já é bom por sua natureza, não precisamos nos preocupar com o que ou como isso será. Muito cuidado para não criar outro Eu personagem e imaginário, é muito importante estar no aqui-agora.

Dessa forma, vamos nos enraizando e sustentando frequências cada vez mais elevadas de nosso Ser e tornando possível que nossos dons espirituais se manifestem, nossa participação única e essencial na restauração do paraíso na Terra. Ser nosso Eu Verdadeiro é a única maneira de trazermos esta realidade Divina pra cá. Ao tentarmos ser diferentes do que realmente somos estamos privando as pessoas e o mundo do Ser que foi criado à imagem e semelhança de Deus e de todo amor, toda beleza, toda graça e Perfeição que poderíamos estar trazendo para todos neste momento.

Que todos possamos agora usar nossas mentes positivamente e refletir o que realmente é importante em nossas vidas. Que busquemos viver a Verdade a todo o instante. Que acordemos para a verdade última de quem somos!

Namastê!
Eu Sou.

Rodrigo Durante







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