A Lenda de Irene
Nasceu, segundo alegam as lendas, no século IV, época do imperador romano Diocleciano, considerado pelos cristãos, o mais sanguinário perseguidor dos cristãos, e que "proibia que as pessoas portassem ou guardassem escritos que pregassem o cristianismo". Todos os livros "deveriam ser entregues às autoridades para serem queimados. Irene, ainda jovem, junto com suas irmãs Ágape e Quiônia, pertencia à uma família pagã da Tessalônica, mas elas se converteram e possuíam vários livros da Sagrada Escritura, e passaram a pregar o cristianismo".
As três irmãs foram denunciadas e, em sua casa, segundo a lenda, "foram encontradas várias bíblias", por isso passaram a ser "perseguidas, e deveriam ser levadas ao interrogatório diante do governador da Macedônia, Dulcério". Deveriam, como os demais cristãos, submeter-se ao "intenso interrogatório, para renegar a fé em Cristo". E só se salvariam se idolatrassem aqueles que os cristãos consideravam "deuses", oferecendo "publicamente comida e incenso a eles, e queimando as suas bíblias". Quando os cristãos se negavam a renunciar a sua fé, "geralmente eram queimados vivos, junto com a bíblia".

