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domingo, 7 de julho de 2013

Aprender com os erros


A perfeição ainda é um estado muito distante da Humanidade.

Todos os habitantes da Terra possuem fissuras morais e cometem equívocos.

Na verdade, errar não é um escândalo, no contexto das Leis Divinas.

Deus não criou as criaturas perfeitas, mas perfectíveis.

Os Espíritos encarnam e reencarnam infinitas vezes para desenvolver as virtudes cujo potencial trazem em seu íntimo.

A fim de que cresçam em vontade, sabedoria e amor, dispõem de livre-arbítrio.

Caso não pudessem fazer opções, seriam simples marionetes.

Como podem optar, é natural que nem sempre sejam felizes em seus atos.

O outro lado desse processo de aprendizado é a responsabilidade.

Ao desenvolver a consciência e a vontade, a influência dos instintos primitivos declina e a liberdade se expande.

A criatura torna-se cada vez mais responsável por seus atos e pensamentos.

Os equívocos são naturais para quem transita da ignorância para a sabedoria.

Apenas é necessário reparar todos os estragos causados.

Justamente por isso constitui sinal de imaturidade recusar-se a admitir os próprios erros.

A humildade constitui pressuposto do aprendizado.

Quem se imagina infalível e superior a todos mantém-se estagnado.

Para entrar em sintonia com a vida, impõe-se atentar para a Lei do progresso.

O Universo todo é dinâmico.

As espécies animais e vegetais aperfeiçoam-se incessantemente.

Mesmo a configuração física da Terra não é estática.

Da mesma forma que as espécies inferiores, o homem possui um papel a desempenhar no concerto da Criação.

Ele está inserido na natureza e deve ser um agente do progresso.

Mas para impulsionar o progresso é necessário estar sempre evoluindo.

Assim, para não trair a missão de sua existência, proponha-se a ser cada vez melhor.

Admita sua imperfeição, mas não se acomode com ela.

Por vezes você erra, mas isso é normal.

Cuide para aprender com seus erros, a fim de não repeti-los inúmeras vezes.

E também assuma as consequências, boas ou más, de seus atos.

Repare todos os estragos que eventualmente causar.

Pague suas dívidas, peça desculpas, recomponha-se perante seus semelhantes.

Sem dúvida é necessário algum esforço para reconhecer um equívoco e retificar o próprio caminho.

Mas você viverá para sempre.

Certamente deseja, algum dia, ser uma pessoa sábia e pacificada.

Como ninguém fará o seu trabalho, esforce-se desde já para ser assim.

Ao se recusar a admitir um equívoco, você retarda a realização de seu luminoso destino.

Compenetre-se em seu papel de aprendiz e demonstre boa vontade para com a vida.

Não se apegue a coisas pequenas, como a vaidade e o orgulho.

Tais fissuras morais somente o infelicitam.

Aprenda a fazer o bem sem qualquer interesse pessoal ou sentimento oculto.

Ame e respeite a vida, seja nobre e solidário.

No início pode ser necessária alguma disciplina.

Mas com o tempo você incorporará esse modo de viver e será uma pessoa maravilhosa.

Eis uma meta pela qual vale a pena lutar.

Redação do Momento Espírita.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Nossa bagagem


Quando estamos no plano espiritual, ou seja, desencarnados, e se aproxima o dia da volta a um novo corpo de carne ou reencarnação, alguns de nós nos sentimos apavorados ante a expectativa desse novo empreendimento.

É como se estivéssemos arrumando a mala para uma longa viagem através de mar revolto. Não sabemos se chegaremos com êxito ao final da travessia.

Alguns pontos são programados antes de nascermos. Pontos importantes como quem serão nossos pais, se casaremos ou não, que profissão teremos e qual será o gênero de nossa morte.

Toda essa programação estabelecida anteriormente dependerá, para ser executada, do nosso livre-arbítrio, da nossa vontade. Por isso é uma programação e não uma determinação. Dessa forma, poderemos seguir um caminho totalmente oposto ao que foi delineado.
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