Intermissão
É o termo empregado por Hernani Guimarães Andrade (cientista brasileiro) para designar, em Espiritismo, o intervalo entre encarnações.
No livro PERISPÍRITO (2a Edição Revisada e Ampliada) Zalmino Zimmermann informa: "Nas fases de intermissão os centros vitais nada perdem em importância, na sustentação do dinamismos perispirítico, embora com algumas transformações importantes, principalmente, nos centros gástrico e genésico, como informa André Luiz (espírito)".
A alma, no intervalo das encarnações, foi definida por Allan Kardec no Livro dos Espíritos como Espírito errante, que aspira a novo destino, que espera.
Dizem todos os Espíritos que, na erraticidade, eles se aplicam a pesquisar, estudar, observar, a fim de fazerem a sua escolha para a próxima reencarnação.
Esses intervalos podem durar desde algumas horas até alguns milhares de séculos. Propriamente falando, não há extremo limite estabelecido para o estado de erraticidade, que pode prolongar-se muitíssimo, mas que nunca é perpétuo. Cedo ou tarde, o Espírito terá que volver a uma existência apropriada a purificá-lo das máculas de suas existências precedentes.
Essa duração é uma consequência do livre-arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem. Mas, também, para alguns, constitui uma punição que Deus lhes inflige. Outros pedem que ela se prolongue, a fim de continuarem estudos que só na condição de Espírito livre podem efetuar-se com proveito.


